icons.title signature.placeholder Michel Castellar
24/11/2014
19:58

As mascotes olímpica e paralímpica, que nesta segunda-feira fizeram sua primeira aparição pública, despertaram as mais diversas reações. Mensagens de apoio, outras carregadas do espírito bem humorado e debochado do brasileiro e até uma desconfiança em relação a plágio foram debatidas em redes sociais, desde que as personagens foram reveladas no domingo.

– As mascotes foram escolhidas pensando nas crianças. Elas eram o nosso alvo. Não pensamos nos adultos. E todas as pesquisas que fizemos com elas apontaram para esses dois modelos – explicou a diretora de Marca do Comitê Organizador Rio-2016, Beth Lula.

Para se chegar às mascotes vencedoras, uma dinâmica com crianças entre 6 e 12 anos foi realizada. Nela, das 14 propostas apresentadas, três foram submetidas à apreciação na pesquisa qualitativa.

As crianças rejeitaram uma e aprovaram duas. E, delas, a vencedora foi escolhida por unanimidade por um júri de 14 pessoas.

Entre as polêmicas em relação às mascotes, está a semelhança com as personagens do desenho “Hora de Aventura”, do canal Cartoon Network. Mas um dos criadores dos símbolos, Paulo Muppet, sócio da Birdo Produções, de São Paulo, rechaçou a ideia.

– Não acho que é parecida mas se as pessoas estão identificando com uma marca contemporânea, mostra que criamos um símbolo em sintonia com a modernidade. Fizemos todas as pesquisas de marca e propriedade e não tivemos nenhum problema ou objeção – afirmou Muppet.

A escolha dos nomes das mascotes também gerou repercussão. Em votação popular via site oficial, o Comitê Rio-2016 propôs três duplas de nomes: Oba e Eba ou Tiba Tuque e Esquindim ou Vinicius e Tom.

Diante das opções, várias outras começaram a ser elaboradas pelo público: Visualizado e Não-respondido; Roberto e Erasmo; KRK e MLK; Forninho e Juliana; Décimo e Terceiro; Delação e Premiada.

– Recebi muitos telefonemas de apoio. As pessoas estão debatendo o nome como debatem o futebol – disse o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons.

PESQUISA REPROVA MASCOTES

Em uma pesquisa realizada no LANCE!Net, 69% dos votantes reprovaram as mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. No total, 1.041 pessoas deram sua opinião se gostaram ou não das personagens apresentadas.

As mascotes foram inspiradas na diversidade da fauna e flora do Brasil. A olímpica representou a junção de vários animais e reúne a agilidade dos felinos, o gingado dos macacos e a leveza das aves.

Já a paralímpica é uma mistura da flora nacional. Por ser uma planta, suas características são a de estar sempre em movimento, crescendo e superando obstáculos.

– O paralímpico tem essa cabeleira sensacional. Tinham falado que era o David Luiz (zagueiro da Seleção). Não acho. Acho que tem cara de Eba ou de Tom ou de Esquindim – disse o presidente do CPB, Andrew Parsons.