icons.title signature.placeholder Maurício Ferro e Sérgio Arêas
25/11/2014
22:04

Mario Bittencourt, vice de futebol, foi questionado sobre a relação de Peter Siemsen com Celso Barros, presidente da Unimed, e também indagado se o elenco estaria desagradado com a dupla (por conta das incertezas para o ano que vem), já que Wagner inocentou os demais dirigentes que entraram nas Laranjeiras no meio do ano. Bittencourt se esquivou e tratou de falar do próprio relacionamento com os dois mandatários.

- É obvio que os jogadores se preocupam (com a questão da permanência). A questão da relação entre um presidente (do Fluminense, Peter Siemsen) e o outro (da Unimed, Celso Barros) cabe ser feita aos dois. Relaciono-me muito bem com ambos. Quando cheguei, fui convidado pelos dois. Eles estiveram juntos no mesmo lugar e mesmo momento me convidando. Havia um consenso. A relação estava ótima com eles. De lá para cá viemos eu e Paulo (Angioni) em uma relação direta com o Celso (Barros). E o presidente (Peter Siemsen) cuidando da situação do clube.

O vice de futebol foi novamente questionado sobre a temática da presidência, por conta da afirmação de Wagner de que somente Siemsen estaria garantido no Fluminense, já que foi eleito. Dessa vez, Bittencourt afirmou pensar que se trata de uma questão apenas de "constatação" e passou a bola para o presidente, mais uma vez.

- Em razão do que (Wagner) vive aqui dentro, entendeu que podem acontecer trocas. É um questionamento que deve ser feito ao presidente. Desde que o Wagner chegou, tivemos vários dirigentes. É uma constatação baseada em fatos - amenizou.

Procurado pela reportagem do LANCE!Net, o presidente Peter Siemsen preferiu não comentar. O mandatário disse que só vai se pronunciar após o término do Campeonato Brasileiro.

CONFIRA OUTROS TÓPICOS DA ENTREVISTA DE MARIO BITTENCOURT:

CONTENTAMENTO COM 7º LUGAR
Não é que estejamos felizes nem satisfeitos com a posição no campeonato, mas é obvio que diante deste cenário entendemos que era um ano de se equilibrar. Querendo ou não chegamos faltando duas rodadas para o final como um dos seis times que ainda almejam a algo.

GRUPO QUE CAIU
Os jogadores foram corajosos em afirmar que esse grupo foi o que caiu. O que disseram é que problemas já vem acontecendo. O que disseram é que 2014 poderia ser bem pior pelo que vinha acontecendo. Por isso eu sempre disse que não iria trocar de treinador. Quando trocamos, brigamos para não cair, como em 2009 e em 2013. Lembrando que o Abel deixou o time na 6ª colocação.

ELENCO/INVESTIMENTO
O que fazem as pessoas que chegam no meio da temporada (como Mario Bittencourt e Paulo Angioni)? Administram. Quando falam do prêmio, é uma questão do modelo anterior. Aí não é uma decisão nossa, mas das instituições. Em 2012 tivemos uma fartura, foi o modelo que continuou em 2013. A entrevista dele não me aflige, mas clareia algumas situações. Em 2012 e 2013 tivemos o mesmo modelo, em um o time foi campeão e no outro caiu. Esse ano tivemos um novo conceito, tentando nos enquadrar a uma nova realidade financeira, não só do clube, mas também de uma manutenção dos investimentos que já existiam. Não retiraram investimentos, apenas não fizeram novos. Mantiveram o que já tinha. Quando dizem que era o mesmo time, é porque se acostumaram a ter muitas peças de reposição.

BICHO/PREMIAÇÃO EXTRA
Quando chegamos (Mario Bittencourt e Paulo Angioni) em maio, havia o conceito de que o modelo (de premiação) seria o mesmo dos últimos anos. Ao conversar com o presidente, ele pediu que encontrássemos uma nova forma que atendesse aos atletas e ao clube. Entendemos que iríamos aumentar o prêmio em caso de titulo, que era uma demanda antiga pois o grupo já havia conquistado dois Brasileiros, mas em compensação pagaríamos apenas no final do ano. Esse modelo de pagamento no final foi o passado pela diretoria.