icons.title signature.placeholder Jonas Moura e Thiago Fernandes
12/04/2014
09:06

Se o técnico Marcelo Mendez, do Sada Cruzeiro, só sentiu o gosto do título da Superliga uma vez em sua carreira, a situação de Marcos Pacheco é bem diferente. O comandante do Sesi-SP, aos 47 anos, é o maior campeão do torneio masculino ao lado de Carlos Castenheira, o Cebola, com três conquistas, e irá se isolar no posto caso saia vitorioso no final deste domingo, no Mineirinho, em Belo Horizonte.

Os triunfos ocorreram entre 2007 e 2010, pela Cimed, de Florianópolis. Era um momento de afirmação de jovens valores em quadra – como o levantador Bruninho e o central Lucão – e da comissão técnica capitaneada por Pacheco. Hoje, se consideradas as edições em que ele era auxiliar, o número de títulos de Superliga sobe para sete.

– Tive a competência de estar em várias decisões, mas não me garante nada. O que me garante é a vivência. Essa é a sétima edição de uma final única, que é muito dura, porque não dá possibilidade de erro. Você pensa: “Se eu tivesse feito...”, mas já era e foi. Passei por três finais assim. Talvez, minhas decisões sejam embasadas pelas situações anteriores – analisou, em entrevista ao LANCE!Net.

Embora o passado seja de grandes alegrias, o caminho do treinador para o sucesso este ano se apresenta cheio de desafios. Ele reconhece certa superioridade do Sada no decorrer da temporada e se vê diante de alguns desafios, como a manutenção de um padrão de jogo em alto nível.

– O Sada é um time que mantém uma regularidade. Você dificilmente vai escutar que eles jogaram mal. Eles foram mais regulares que nossa equipe na temporada e estão em um nível altíssimo. Cabe a nós igualar o confronto, como fizemos nos últimos dois jogos: pela Copa do Brasil e na partida em Contagem – disse.

Se não bastasse o grande momento do adversário, Pacheco tem de buscar a superação do elenco após a perda do oposto Evandro, que fraturou o dedo mínimo e deu lugar ao jovem Renan, e a recuperação do ponteiro Murilo, que passou por uma cirurgia no ombro no ano passado.

– Murilo teve uma operação complicada e um retorno difícil. Talvez, ele não esteja em seu esplendor no ataque, mas é um jogador importante em outros fatores, como passe, defesa e bloqueio. Ele é relevante demais para o nosso time – afirmou.

Sobre o duelo particular com o argentino Mendez, o treinador é só elogios:

– Com muita competência e talento, ele conquistou seu espaço. Só tenho que parabenizá-lo.