icons.title signature.placeholder Maurício Oliveira
06/06/2014
12:00

Depois do fracasso na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, Julio Cesar resolveu mudar. Além de evitar o excesso de confiança, que segundo ele o atrapalhou, o goleiro titular da Seleção resolveu mudar também o número da camisa. Saiu a 1, que normalmente indica goleiro titular, entrou a 12.

Curiosamente, foi com esse número que Marcos, o último goleiro campeão do mundo “nasceu” para a carreira. Mas com a camisa 12 do Palmeiras. Marcos explica por que rejeitou a 1:

– É que eu usei uma tática quando eu jogava. O Palmeiras tinha uma tradição de goleiros muito boa. Jamais eu ia conseguir ser o melhor 1 da história do Palmeiras. Agora, com a 12 eu tinha menos pressão. Eu podia fazer história com a camisa 12 do Palmeiras, entendeu? Não ia virar o 10 do Pelé, mas ia ser algo diferente – conta, entre risos, Marcos, que defendeu o Verdão entre 1992 e 2011 e se tornou um dos maiores ídolos da história do clube, não só entre os goleiros.

Hoje, o Santo vê o 12 virar moda entre os goleiros.

– Pois é, estou achando que já tem muito goleiro com a 12. Julio na Seleção, Cássio no Corinthians, Diego Cavallieri no Fluminense, um monte... Acho que outros goleiros pensaram a mesma coisa. Quem sabe o Julio seja campeão neste ano e, se não for o melhor goleiro de todas as Copas, que seja o melhor 12 das Copas – brinca Marcos.

Detalhe: Marcos foi pentacampeão pela Seleção com a camisa 1.


Julio Cesar, com a 12 da sorte, contra o Panamá: confirmado na Copa sem a 1 (foto: Ari Ferreira)