icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
16/04/2014
09:30

Na semana passada, Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio conseguiram aprovar no edital das eleições desta quarta-feira medida para inserir a votação sobre a reforma do Morumbi na mesma sessão que definirá o novo presidente do São Paulo. Para Marco Aurélio Cunha, homem forte da oposição tricolor, a manobra foi desrespeitosa ao clube.

- A vaidade entre os dirigentes continua. Essa pauta de colocar a discussão da cobertura no mesmo dia da eleição é um oportunismo horrível. Eles poderiam fazer isso de uma maneira muito mais suave e agregadora. É incoerente, é uma forma imperial de fazer por ter poder maior que o outro. Foi um erro muito grande de uma gestão que não precisa disso. Precisamos aproximar. Todos querem o clube bem - acusou o vereador em entrevista ao LANCE!Net.

Marco nega que seja contrário à reforma do estádio, mas pede que o projeto seja esclarecido ao conselheiros são-paulinos. Segundo o fundador da chapa SPFC Forte, o desejo de passar o controle da arena multiuso presente no 'novo Morumbi' para uma empresa de entretenimento administrar foge das tradições tricolores.

- Claro que tem gente contra e a favor, mesmo com gente dizendo que é vantajoso. Nunca cedemos nossos terrenos pra fazer nada. tivemos sempre nossas ideias, criatividade e coragem. Não passa pela nossa cabeça dar uma parte do estádio para um terceiro administrar. Eles pensam que é bom, é legitimo. Posso ser antiquado, mas tenho um fundamento - opinou.

A revolta de Marco Aurélio Cunha é ainda maior devido ao fato de os novos conselheiros, eleitos há duas semanas em votação dos sócios do clube, não terem tempo hábil de estudar todo o projeto de reforma antes da votação desta quarta durante as eleições presidenciais.

- O processo tinha que ser debatido por todas as partes. A situação tinha a maioria absoluta e achou que tudo seria aprovado de cara. Mas um clube saudável vive do debate, mesmo com o opositor mais ferrenho. A maneira como foi posta desagradou muito os mais antigos. Eles pensam que é mais uma armadilha, que não era necessário. Conselheiro eleito agora já vai votar na cobertura sem nunca ter lido. A maioria vem me perguntar o que fazer - afirmou.