icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
11/11/2014
08:09

O atacante Marcelo Moreno tem a chance de usar o jogo de ida da final da Copa do Brasil como trampolim para alcançar uma marca histórica: tornar-se o maior artilheiro estrangeiro da história do Cruzeiro. Atualmente, o boliviano está empatado em 44 gols com o espanhol Fernando Carazo, que defendeu a Raposa entre 1928 e 1942. A chance de superar o tabu não é a prioridade de Moreno, mas ele mesmo admite que isso é um ingrediente a mais para o clássico.

– Seria excelente, né (risos)? É algo que deixo em segundo plano, mas tenho certeza de que acontecerá naturalmente em algum jogo. O mais importante é conseguirmos começar bem a final, desenvolver bem nosso estilo de jogar e marcar gols, pois cada um que fizermos terá um valor imenso para a gente. Se, por acaso, tiver a felicidade de marcar contra o Atlético, será um momento perfeito para atingir essa marca de artilheiros estrangeiros, algo que será especial. Mas com a vitória eu já estarei feliz – disse Moreno em entrevista ao LANCE!Net.

O atacante, que domingo, contra o Criciúma, chegou à marca de 22 gols na temporada, livrou-se, contra o Santos, na semifinal da Copa do Brasil, de um jejum de seis partidas sem marcar. Uma pulguinha atrás da orelha que foi para o espaço a tempo de o centroavante chegar embalado à final desta quarta.

– Sei que atacante vive de gols. Às vezes, muitas coisas dificultam, como uma marcação pesada, a sequência de jogos e até a falta de sorte também. Mas não canso de tentar. Fazer gols aumenta a confiança, e sei que me ajudará a contribuir ainda mais neste final de temporada – afirmou ele.

Moreno admite: gostaria que o jogo fosse no Mineirão. Mas nem o fato de ser no Independência, onde a Raposa não ganhou do Galo - depois da reforma -, tira a esperança de uma boa apresentação.

- Acho que deveria ser os dois jogos no Mineirão. Não porque talvez fosse vantajoso para a gente, mas porque todos queriam isso, até a torcida do Atlético. Pelo Mineirão ter uma capacidade muito maior de público, seria a chance de mais pessoas presenciarem um espetáculo histórico para os dois times e para o futebol brasileiro. Mas isso não é algo que compete ao Cruzeiro, então temos que ir lá e jogar o nosso melhor futebol. Esse fato de ainda não termos vencido lá é um motivador a mais. Como dizem, os tabus existem para serem quebrados. É uma chance de ouro, buscar essa vitória fora de casa, num jogo tão decisivo, e confirmar o título no Mineirão junto com a nossa torcida - finalizou.