icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
12/02/2015
23:21

A polêmica do quarto dia do Aberto do Brasil, no Ginásio do Ibirapuera (SP), ficou por conta de um motivo secundário. Literalmente. O brasileiro Marcelo Melo não atuou na quadra central, sendo relegado para o local secundário no complexo.

Com capacidade para cerca de 600 pessoas, a arquibancada da quadra mostrou-se insuficiente para receber a partida, enquanto uma fila se formava do lado de fora com fãs ávidos para ver o duelo. Enquanto isso, na quadra central, dois tenistas de qualifier, abaixo da 140ª posição, se enfrentavam. Mesmo assim, nada de reclamações para Melo.

- A quadra favoreceu muito, porque foi uma "mini-Copa Davis", mas em casa. O Julian (Knowle, dupla) falou que foi um dos jogos que ele mais curtiu jogar. O sentimento da torcida gritando, lotado, gente que queria entrar e não conseguia. Tive de convencer ele a vir, e ele saiu de quadra feliz pra caramba por ter curtido esse jogo - comentou o brasileiro.

Falando em Copa Davis, a partida contra os argentinos Leonardo Mayer e Carlos Berlocq serviu de aprendizado ao brasileiro, já que os dois provavelmente devem defender a equipe argentina contra o Brasil, em março.

- É bom jogar com eles, realmente achamos que essa será a dupla deles, mas achar é uma coisa, ser é outra. Mas se for, já tivemos essa experiência. Foi bom para ver como eles jogam - disse.

Nesse duelo, inclusive, o que chamou a atenção foi a irritação do argentino Carlos Berlocq. Em diversos momentos do jogo, ele causou as vaias do público, arremessando sua raquete em direção à parede, no chão, gritando e xingando. Atrapalha? Não para Melo.

- Essa reação tem os dois lados. O argentino faz para provocar a torcida mesmo. Quando o cara fica nervoso assim, ele normalmente volta mais pronto para o ponto. É um nervosismo diferente. É perigoso, ele solta a energia e está pronto para jogar de novo - explicou o brasileiro.