icons.title signature.placeholder Verônica Souza
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09/07/2013
11:48

O Tribunal de Justiça da Bahia decidiu, na manhã desta terça-feira, destituir Marcelo Guimarães Filho do cargo de presidente do Bahia. A decisão foi tomada pela desembargadora Lisbete Maria de Almeida, responsável por julgar a medida que mantinha o mandatário no cargo após denúncias de irregularidades na sua administração e autorizar a intervenção judicial no clube. Com a decisão, o Esquadrão passa a ser administrado temporariamente pelo advogado mineiro Carlos Rátis.

O processo inicial sobre a intervenção foi aberto no final de 2011, às vésperas da reeleição de Guimarães Filho. Na ocasião, Jorge Maia, ex-conselheiro do clube, denunciou a gestão de Marcelo e afirmou que ele e outros membros da oposição teriam sido expulsos da eleição, que teria contado também com "eleitores fantasma". Em março do ano passado, Marcelo chegou a ser afastado do cargo, e o próprio Carlos Rátis comandou o Bahia por três dias - tempo hábil para a defesa do agora destituído Guimarães Filho recorrer.

Nomeado interventor do clube, Rátis terá que avaliar se a eleição de Guimarães Filho foi legal, quais são as consequências do seu legado administrativo para o clube e analisar a atual situação financeira do Bahia, esclarecendo possíveis irregularidades. Assim que concluir esse processo - cujo prazo não foi discriminado pela Justiça - Rátis convocará uma nova eleição no clube.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Bahia declarou que pretende recorrer da decisão. O ex-cartola Marcelo Guimarães Filho, que tem um mandato como vereador e dois como deputado federal, ainda não se pronunciou sobre a decisão judicial.

COM A PALAVRA
Dr. Antônio Rodrigo Machado
Advogado baiano responsável por denunciar Marcelo Guimarães Filho

O torcedor do Bahia está comemorando a intervenção. A gestão do clube é obscura, os gastos não são relatados, e Marcelo usa o Bahia para se promover. Agora o interventor convocará uma eleição justa e regular. Ficou muito claro que Guimarães Filho usou a sua popularidade como presidente para conseguir prestígio político. Dessa forma, as suas vontades sempre estiveram acima das do Bahia, dos atletas e da torcida.

RELEMBRE O CASO:

> Guimarães Filho se reelege sob acusação de fraude
A eleição de 2011 no Bahia marcou a reeleição de Marcelo, que havia assumido o clube em janeiro de 2008. No entanto, membros da oposição acusaram o mandatário de manipular o resultado, contanto com o apoio de "eleitores fantasma" e excluindo conselheiros que votariam contra. Por causa das acusações, em março de 2012, a Justiça afastou Marcelo da presidência do clube. A defesa recorreu, e, três dias depois, Guimarães Filho reassumiu o Esquadrão.

> Advogados denunciam Guimarães Filho e comissão técnica do Tricolor
Os advogados Antônio Rodrigo Machado e Marcus Tonnae Silva acusaram o presidente, o gestor de futebol Paulo Angioni, o coordenador da divisão de base Newton Mota e André Garcia, sócio-propietário da Calcio - empresa parceira do Bahia - de formação de quadrilha, estelionato e lavagem de dinheiro, baseados em notícias de veículos regionais e nacionais que apontavam a falta de transparência na gestão do deputado.

> Justiça nomeia interventor para convocar novas eleições
Após inúmeras denúncias, o Tribunal de Justiça da Bahia decidiu destituir Marcelo Guimarães Filho do cargo de presidente do clube. Assim como em março de 2012, o advogado mineiro Carlos Rátis será responsável por administrar o clube e convocar - dentro do prazo que considerar hábil - novas eleições.





O Tribunal de Justiça da Bahia decidiu, na manhã desta terça-feira, destituir Marcelo Guimarães Filho do cargo de presidente do Bahia. A decisão foi tomada pela desembargadora Lisbete Maria de Almeida, responsável por julgar a medida que mantinha o mandatário no cargo após denúncias de irregularidades na sua administração e autorizar a intervenção judicial no clube. Com a decisão, o Esquadrão passa a ser administrado temporariamente pelo advogado mineiro Carlos Rátis.

O processo inicial sobre a intervenção foi aberto no final de 2011, às vésperas da reeleição de Guimarães Filho. Na ocasião, Jorge Maia, ex-conselheiro do clube, denunciou a gestão de Marcelo e afirmou que ele e outros membros da oposição teriam sido expulsos da eleição, que teria contado também com "eleitores fantasma". Em março do ano passado, Marcelo chegou a ser afastado do cargo, e o próprio Carlos Rátis comandou o Bahia por três dias - tempo hábil para a defesa do agora destituído Guimarães Filho recorrer.

Nomeado interventor do clube, Rátis terá que avaliar se a eleição de Guimarães Filho foi legal, quais são as consequências do seu legado administrativo para o clube e analisar a atual situação financeira do Bahia, esclarecendo possíveis irregularidades. Assim que concluir esse processo - cujo prazo não foi discriminado pela Justiça - Rátis convocará uma nova eleição no clube.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Bahia declarou que pretende recorrer da decisão. O ex-cartola Marcelo Guimarães Filho, que tem um mandato como vereador e dois como deputado federal, ainda não se pronunciou sobre a decisão judicial.

COM A PALAVRA
Dr. Antônio Rodrigo Machado
Advogado baiano responsável por denunciar Marcelo Guimarães Filho

O torcedor do Bahia está comemorando a intervenção. A gestão do clube é obscura, os gastos não são relatados, e Marcelo usa o Bahia para se promover. Agora o interventor convocará uma eleição justa e regular. Ficou muito claro que Guimarães Filho usou a sua popularidade como presidente para conseguir prestígio político. Dessa forma, as suas vontades sempre estiveram acima das do Bahia, dos atletas e da torcida.

RELEMBRE O CASO:

> Guimarães Filho se reelege sob acusação de fraude
A eleição de 2011 no Bahia marcou a reeleição de Marcelo, que havia assumido o clube em janeiro de 2008. No entanto, membros da oposição acusaram o mandatário de manipular o resultado, contanto com o apoio de "eleitores fantasma" e excluindo conselheiros que votariam contra. Por causa das acusações, em março de 2012, a Justiça afastou Marcelo da presidência do clube. A defesa recorreu, e, três dias depois, Guimarães Filho reassumiu o Esquadrão.

> Advogados denunciam Guimarães Filho e comissão técnica do Tricolor
Os advogados Antônio Rodrigo Machado e Marcus Tonnae Silva acusaram o presidente, o gestor de futebol Paulo Angioni, o coordenador da divisão de base Newton Mota e André Garcia, sócio-propietário da Calcio - empresa parceira do Bahia - de formação de quadrilha, estelionato e lavagem de dinheiro, baseados em notícias de veículos regionais e nacionais que apontavam a falta de transparência na gestão do deputado.

> Justiça nomeia interventor para convocar novas eleições
Após inúmeras denúncias, o Tribunal de Justiça da Bahia decidiu destituir Marcelo Guimarães Filho do cargo de presidente do clube. Assim como em março de 2012, o advogado mineiro Carlos Rátis será responsável por administrar o clube e convocar - dentro do prazo que considerar hábil - novas eleições.