icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci e Russel Dias
22/02/2015
08:03

Fome de gols não é exclusividade dos atacantes. Sem balançar as redes desde que voltou ao Santos, em maio do ano passado, Renato não quer mais passar em branco. Pelo menos nos treinos, a pontaria está calibrada. Com a cobrança dos filhos e a sua vontade, o camisa 8 espera acabar com o jejum neste domingo, às 16h, no Pacaembu, contra a Portuguesa, pela 6ª rodada do Paulistão, com transmissão em tempo real no L!Net.

O volante não sente saudade à toa. Em sua primeira passagem pelo Peixe, entre 2000 e 2004, ele anotou 26 tentos. Agora, quer mais.

– Dá saudades de fazer gol. Todos querem fazer, independentemente de suas posições. Mas tenho saudades e meus filhos ainda me cobram. Eu treino, mas sem ansiedade, porque sei que vai sair naturalmente. Espero que eu consiga contra a Portuguesa – conta o experiente volante ao LANCE!Net, após um treino.

Com 15 anos de diferença em relação a Lucas Otávio, seu companheiro de meio de campo nesta tarde, Renato garante que fôlego não será problema para chegar até a área da Portuguesa. E ainda marcar um gol...

– Tem como ser de cabeça. Eu subo nos escanteios, também. Quase fiz contra o Botafogo no ano passado, mas o Jefferson pegou. Procuro chutar também. Se tiver a chance, vou tentar – afirmou o volante.

A última vez que Renato saiu para comemorar um gol pelo Peixe foi em 2004, pelo Campeonato Paulista daquele ano. Desde então, seus tentos foram por Sevilla e Botafogo.

Seja para marcar os adversários ou gols, Renato já mostrou que se firmou no time do Peixe de 2015. No ano passado, sua maior sequência foi de quatro jogos seguidos. Agora, ele já completou cinco como titular.

Além disso, o volante já conquistou a confiança do técnico Enderson Moreira ganhando o posto de capitão. Posto dividido com Robinho e David Braz. Renato é a segunda opção para usar a braçadeira.

Segundo o volante nascido no interior de São Paulo, o “estilo mineiro” de comer pelas beiradas pode ter agradado o mineiro legítimo Enderson Moreira, que apostou na liderança do experiente Renato.

– O pessoal comenta isso, é o meu jeito e eu acho que me ajuda – disse.

Confira o bate-bola com Renato, volante do Santos:

O que acha quando dizem que você tem jeito de mineiro?

Perguntam se sou nascido lá, mas sou de Santa Mercedes, no interior de São Paulo. (risos) A gente sabe que às vezes tem que gritar, mas eu dou um grito sem que iniba o companheiro. Tem que falar, mas de maneira correta, para não sair do contexto. Se você xingar, vão te xingar também. É melhor do que entrar em atrito.

Jogando com o Lucas Otávio, você fica mais solto para atacar?

Temos um revezamento. Se ele roubar a bola e quiser sair para o jogo, pode ir, eu fico. Mas tem que olhar o companheiro, se um sair, tem que segurar. Tenho liberdade para sair também. Não vamos sair os dois ao mesmo tempo. Tem que ler o jogo.

Você se cobra para fazer gols?

A gente tem que ter essa ambição. Eu procuro ajudar. Se você é volante e aparece, surpreende a defesa. Então eu me cobro um pouco, sim, mas sem ter essa ansiedade. Dá vontade de marcar, claro, é natural. Se eu fizer um, quero fazer e dedicar para a minha família, que está pedindo.


Gols importantes de Renato pelo Santos:

O último
Antes de deixar o Santos rumo ao Sevilla (ESP), Renato fez de cabeça contra o Ituano, também pelo Paulistão, no dia 14 de março de 2004.

Internacional
No mesmo ano, enfrentando o Barcelona de Guayaquil (EQU), pela Libertadores, Renato deixou seu gol na vitória por 3 a 1, fora de casa.

Goleada
Ainda em 2004, também pelo Paulista, Renato completou a goleada do Peixe sobre o União São João por 8 a 3.


Clássico
Contra o Palmeiras, no Estadual, o Santos ia perdendo por 2 a 1, até que Renatinho empatou a partida aos 37 minutos do segundo tempo.


Virada
No Brasileiro de 2003, ele garantiu a vitória sobre a Ponte Preta, de virada, por 4 a 3.