icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese e Rodrigo Vessoni
17/04/2014
09:00

Emprestado para o Botafogo até o fim da temporada, Emerson Sheik despediu-se dos companheiros do Corinthians no CT Joaquim Grava nesta quarta-feira. Horas mais tarde, o técnico Mano Menezes concedeu entrevista ao LANCE!Net, falou sobre da saída, enfim confirmada, e garantiu que não houve rusgas.

– Foi dentro da normalidade do futebol. Por mais significativa que seja a saída de um jogador como o Sheik, e essa significância tem a ver com tudo aquilo que ele participou em termos de conquista, diretamente com gols importantes numa delas, a Libertadores, mesmo considerando tudo isso, chega um momento que é bom para o jogaodor, para o clube... Encontrar esse momento com mais naturalidade possível faz com que a saída seja como deve ser: tranquila, sem trauma, sem rusgas. A gente entendeu, todas as partes entenderam, que isso deveria acontecer.– disse Mano, ao L!Net.

Mano nunca morreu de amores por Sheik desde que reassumiu o clube, em janeiro deste ano. Por mais que o atacante não tenha somado episódios de indisciplina, o treinador se preocupava com a parte fora de campo. No dia da reapresentação, o ex-camisa 11 do Timão faltou por problemas familiares - fato repetido outras vezes no ano. Em campo, ele também não rendeu o esperado e vinha ficando no banco de reservas com o atual treinador.

A diretoria, que já estava insatisfeita com o desempenho do jogador desde ao ano passado, recebeu o aval de Mano, que também votava pela saída. Para ele, Sheik estava atrás de Luciano, Romarinho e Guerrero no ataque, e deixá-lo no banco ou até fora de jogos poderia se tornar um problema maior.

Nesta quarta, no CT, o atacante tentou fugir dos jornalistas, mas acabou se pronunciando depois que invadiu a coletiva do zagueiro Gil.

– Saio feliz porque o meu período aqui foram tempos de vitórias e de conquistas. Então não tem porque sair com tristeza. O clube foi tudo na minha vida. Profissionalmente, o Corinthians foi o melhor e todo mudo sabe disso. Saio com a certeza do dever cumprido – disse ele, que não poderá enfrentar o Timão por causa de cláusula no contrato.