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18/03/2014
18:36

A eliminação do Corinthians no Campeonato Paulista, após a rodada do último domingo, rendeu uma rusga pública entre os técnicos do Corinthians, Mano Menezes, e Muricy Ramalho, do São Paulo.

Após o empate com o Penapolense, que eliminou o Timão porque o Ituano venceu o São Paulo por 1 a 0 no Morumbi, Mano foi questionado sobre uma possível entrega do rival e disse que "cada um sabe com que consciência põe a cabeça no travesseiro para dormir, no futebol tudo é possível", ressaltando que "os deuses do futebol estão lá em cima e sabem bem conduzir o comportamento de cada um quando a bola rolar lá na frente."

Na segunda, Muricy rebateu as declarações, mostrou-se irritado com a possível dúvida de seu caráter e afirmou que "é o cara do país que mais dorme bem". Nesta terça-feira, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, Mano Menezes fez questão de esclarecer dois pontos: que não colocou a culpa da eliminação no São Paulo e que em nenhum momento questionou a honestidade de Muricy Ramalho.

- Em nenhum momento, dentro do vestiário do Corinthians, nas conversas que tivemos com os jogadores pós-jogo, em nenhum momento na minha entrevista coletiva houve transferência de responsabilidade. Aliás, para quem tem boa vontade eu até indicaria o jornal LANCE!, que abordou a matéria no dia seguinte, iniciou o texto com "Depois de assumir a responsabilidade pela desclassificação, Mano falou isso, isso e aquilo - disse o treinador, referindo-se à frase publicada pelo LANCE!Net minutos após o empate.

- Ninguém transfere responsabilidade, ninguém se faz de vítima, não nos classificamos porque não tivemos competência. Falei o quanto entendia que perdemos a classificação, e não era na útima rodada, e sim numa séie de seis jogos que passamos sem vencer. Em um total de 18 pontos, marcamos dois. Foi ali que não nos classificamos - completou.

Para Mano, derrota do São Paulo para o Ituano não foi normal

Apesar de defender a honestidade de Muricy Ramalho, o treinador mostrou que acredita que a vontade do São Paulo foi diferente, até pela pressão da própria torcida. Ele ainda disse não duvidar de entrega no futebol, tanto que, segundo ele, "o assunto rendeu discussão" na semana que antecedeu os jogos.

- Em nenhum momento, falou-se sobre honestidade ou falta de honestidade das pessoas. A defesa que foi feita pelo melhor dos advogados, que é o Muricy, uma pessoa corretíssima, merece o respeito no meio, e o meu, como colega. Mas também não somos ingênuos, não vamos colocar peneira para tapar o sol. Uma coisa é falar sobre alguém não querer ganhar, de propósito, de forma desonesta. Não falamos isso e não falarei sem prova contundente. Ao que estava me referindo era que a motivação para ganhar o jogo provavelmente não era a motivação de um jogo normal. Um jogo que o torcedor pede para o time perder, que ao terminar, ser derrotado, seu torcedor comemora, não é um jogo normal. Então também temos direito de termo sentimentos. Provavelmente, são os mesmos sentimentos que em 2009 as pessoas do lado de lá sentiram, quando não ganhamos do Flamengo - afirmou o treinador, lembrando da penúltima rodada do Brasileirão de 2009, quando o Timão foi derrotado por 2 a 0 pelo Flamengo, que na época era concorrente direto do São Paulo na briga pelo título - e acabou sagrando-se campeão depois.

O treinador chegou a dizer que ninguém deve ser feito de vítima na história, lembrando ainda da derrota do São Paulo para o Fluminense na reta final do Brasileirão de 2010, quando o Corinthians era um dos concorrentes ao título - o Flu acabou campeão.

- Também tivemos de ouvir as mesmas insinuações, não é agradável. Temos de nos preocupar, pois isso é um conjunto de fatos. Tivemos outros jogos, podemos colocar São Paulo e Fluminense no Brasileiro. Quando o jogo terminou, falou-se a mesma coisa. Não me venham com hipocrisia, que isso nunca acontece... Passaram a semana inteira passada falando de um assunto que não acontece? Houve uma campanha para me defender em 2009? Então vamos parar com a campanha. Ninguém é vitima, todo são bem grandinhos, todos sabem como são as regras do jogo e todos jogam - concluiu Mano.