icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
25/07/2014
14:05

O duelo entre Corinthians e Bahia na Arena Corinthians, que iniciou às 22h da última quarta-feira, gerou uma discussão sobre transporte público para os torcedores. Por conta do fechamento do metrô às 0h19, muitos saíram mais cedo do jogo e não viram o gol de pênalti de Renato Augusto, marcado aos 45 minutos do segundo tempo. Outros, que não saíram tão cedo, acabaram perdendo o transporte e reclamaram, como mostrou a matéria da LANCE!TV.

Questionado sobre o caso, o técnico Mano Menezes primeiramente fez uma brincadeira.

- Eu até pedi para a gente fazer mais gols no primeiro tempo em função disso (risos) - disse o treinador, antes de responder seriamente.

- Espero que haja um bom senso. Mas a gente também precisa entender que São Paulo é uma metrópole, tem outros problemas a resolver, não só ligados ao futebol. É bem provável que, numa companhia da grandeza de quem dirige o metrô, haja problemas trabalhistas, questão das horas de trabalho, manutenção... Não é tão simples como queremos. Mas é bem provável também que em São Paulo logo, logo o metrô vai ter que funcionar mais além do horário. É assim em outras metrópoles. E isso não é só para o futebol, mas para a população, a pessoa que sai do trabalho. Acredito que vão enxergar tudo da melhor maneira possível - disse o treinador do Corinthians, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

No dia seguinte ao jogo, por conta da situação dos torcedores, o presidente corintiano, Mário Gobbi Filho, entrou em contato com o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Júlio Semeghini, para debater a questão. Ficou agendado para a próxima semana um encontro entre os dois, com a presença do governador Geraldo Alckmin, para que o funcionamento dos transportes em dias de jogos às 22h em Itaquera possa ser alterado.

Por meio de uma petição pública, os torcedores do Corinthians pediram que metrô e trens fechem à 1h todos os dias, mesmo quando não houver jogos. Diversos e-mails também foram enviados para a ouvidoria da Companhia do Metropolitano de São Paulo.