icons.title signature.placeholder Felipe Mendes, enviado especial*
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18/07/2013
08:12

Candidata para ser a sede da Universíade de 2019, a cidade de Brasília tem mais um adversário, além de Baku (AZE), e Budapeste (HUN): a recente onda de manifestações no Brasil. Nas duas últimas semanas, na Universíade de Kazan (RUS), o que o presidente da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), Luciano Cabral, mais escutou dos dirigentes da Federação Internacional de Esporte Universitário (FISU) foram questionamentos sobre o tema. As perguntas vinham sempre acompanhadas de comentários colocando em dúvida a capacidade do país em receber o evento.

- Estas semanas prejudicaram nossa candidatura. Chegaram a me perguntar se o que estava acontecendo era uma revolução, se as pessoas são contra a Copa do Mundo de 2014 e contra a Olimpíada Rio-2016. Estamos tentando separar as coisas, explicando o momento que o Brasil vive, mostrando que são manifestações que pedem melhorias na saúde, educação, transportes. E que os estádios estavam cheios na Copa das Confederações - afirmou Cabral.

O presidente da CBDU contou que os eventos no Brasil têm sido comparados com os protestos na Turquia. Istambul é uma das candidatas à sede da Olimpíada de 2020. Alguns atletas brasileiros ouvidos pelo LANCE! também relataram que foram perguntados por colegas estrangeiros sobre o que estava acontecendo no país da Copa e da Olimpíada. A jogadora de vôlei Amanda, por exemplo, contou que uma amiga portuguesa estava preocupada com parentes que moram no Brasil.

Ao lado de Cabral em Kazan, tentando melhorar a imagem do país, estão políticos de Brasília. Viajaram para a cidade russa o secretário de Esporte, Julio Ribeiro, o secretário de Turismo, Luis Otávio Neves, e a subsecretária de Fomento a Eventos Estratégicos da Secretaria de Turismo, Flávia Malkine.

Brasília tentou ser a sede da Universíade de 2017, mas acabou derrotada pela China Taipei. Na nova disputa, a cidade entragará sua proposta definitiva em setembro. No mês seguinte, a FISU realiza a vistoria em cada candidata. A decisão da sede sai no dia 9 de novembro. A inscrição no processo de candidatura custou 5 mil euros. Em 1963, a cidade de Porto Alegre (RS) foi palco da Universíade.

BATE-BOLA:

Luciano Cabral
Presidente da CBDU

L!Net: Você acha que a população brasileira aprova Brasília como sede da Universíade?
Luciano: A Universíade tem orçamento inferior à Copa e à Olimpíada. Acho que não entra em conflito pois atende aos anseios da população por se tratar de uma competição universitária. Trará melhorias para a Universidade de Brasília (UNB) pois seu parque esportivo será recuperado. E vamos aproveitar toda a estrutura da Copa. Temos o Estádio Nacional completamente reformado.

L!Net: Como está a elaboração do projeto para 2019?
Luciano: Estamos num processo de readequação depois da derrota para 2017. Estamos corrigindo nossos erros.

L!: O que atrapalhou a candidatura para 2017?
Luciano: A FISU fez muitas observações sobre os equipamentos esportivos, tinha dúvidas sobre as obras da Copa. Também não conseguiram visualizar que os hotéis estão perto dos locais de competição. Além disso, não compreenderam como nós conseguimos montar arenas na Esplanda dos Ministérios. Não acharam isso possível. Mas já tivemos vôlei de praia lá, por exemplo.

Brasil termina Universíade com 11 medalhas

A delegação brasileira terminou a disputa da Universíade de Kazan com 11 medalhas, sendo quatro de ouro, três de prata e quatro de bronze. O resultado foi comemorado pelo presidente da CBDU, que tinha a previsão de oito láureas.

- O desempenho foi muito bom. Se consideramos que não tivemos a disputa da vela e do taekwondo, duas modalidades que historicamente conquistamos muitas medalhas, e que viemos com delegação reduzida no atletismo e natação, o resultado foi extraordinário. Temos que comemorar também pela vinda de atletas e técnicos de Seleções principais. Mostramos o valor do esporte universitário - afirmou Cabral.

A melhor participação do Brasil segue sendo a de Izmir-2005, com a conquista de quatro medalhas de ouro, duas de prata e nove de bronze, totalizando 15. A maior quantidade de láureas foi obtida em Shenzhen-2011, porém com número menor de ouros. Na China, o país obteve duas douradas, quatro pratas e 12 bronzes, num total de 18 medalhas.

As medalhas do Brasil

Ouro: Rochele Nunes (+78kg) e Ketleyn Quadros (-57kg), no judô; Arthur Zanetti, na ginástica artística (argolas); e Ronald Julião, no atletismo (lançamento de disco).

Prata: Rochele Nunes (absoluto); Anderson Henriques, no atletismo (400m); e vôlei feminino.

Bronze: equipe masculina do judô; Rafael Buzacarini (-100kg) e David Silva (absoluto), no judô; e futebol feminino.

Total: 11 (quatro ouros, três pratas e quatro bronzes)

* O repórter viaja a convite da CBDU

Candidata para ser a sede da Universíade de 2019, a cidade de Brasília tem mais um adversário, além de Baku (AZE), e Budapeste (HUN): a recente onda de manifestações no Brasil. Nas duas últimas semanas, na Universíade de Kazan (RUS), o que o presidente da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), Luciano Cabral, mais escutou dos dirigentes da Federação Internacional de Esporte Universitário (FISU) foram questionamentos sobre o tema. As perguntas vinham sempre acompanhadas de comentários colocando em dúvida a capacidade do país em receber o evento.

- Estas semanas prejudicaram nossa candidatura. Chegaram a me perguntar se o que estava acontecendo era uma revolução, se as pessoas são contra a Copa do Mundo de 2014 e contra a Olimpíada Rio-2016. Estamos tentando separar as coisas, explicando o momento que o Brasil vive, mostrando que são manifestações que pedem melhorias na saúde, educação, transportes. E que os estádios estavam cheios na Copa das Confederações - afirmou Cabral.

O presidente da CBDU contou que os eventos no Brasil têm sido comparados com os protestos na Turquia. Istambul é uma das candidatas à sede da Olimpíada de 2020. Alguns atletas brasileiros ouvidos pelo LANCE! também relataram que foram perguntados por colegas estrangeiros sobre o que estava acontecendo no país da Copa e da Olimpíada. A jogadora de vôlei Amanda, por exemplo, contou que uma amiga portuguesa estava preocupada com parentes que moram no Brasil.

Ao lado de Cabral em Kazan, tentando melhorar a imagem do país, estão políticos de Brasília. Viajaram para a cidade russa o secretário de Esporte, Julio Ribeiro, o secretário de Turismo, Luis Otávio Neves, e a subsecretária de Fomento a Eventos Estratégicos da Secretaria de Turismo, Flávia Malkine.

Brasília tentou ser a sede da Universíade de 2017, mas acabou derrotada pela China Taipei. Na nova disputa, a cidade entragará sua proposta definitiva em setembro. No mês seguinte, a FISU realiza a vistoria em cada candidata. A decisão da sede sai no dia 9 de novembro. A inscrição no processo de candidatura custou 5 mil euros. Em 1963, a cidade de Porto Alegre (RS) foi palco da Universíade.

BATE-BOLA:

Luciano Cabral
Presidente da CBDU

L!Net: Você acha que a população brasileira aprova Brasília como sede da Universíade?
Luciano: A Universíade tem orçamento inferior à Copa e à Olimpíada. Acho que não entra em conflito pois atende aos anseios da população por se tratar de uma competição universitária. Trará melhorias para a Universidade de Brasília (UNB) pois seu parque esportivo será recuperado. E vamos aproveitar toda a estrutura da Copa. Temos o Estádio Nacional completamente reformado.

L!Net: Como está a elaboração do projeto para 2019?
Luciano: Estamos num processo de readequação depois da derrota para 2017. Estamos corrigindo nossos erros.

L!: O que atrapalhou a candidatura para 2017?
Luciano: A FISU fez muitas observações sobre os equipamentos esportivos, tinha dúvidas sobre as obras da Copa. Também não conseguiram visualizar que os hotéis estão perto dos locais de competição. Além disso, não compreenderam como nós conseguimos montar arenas na Esplanda dos Ministérios. Não acharam isso possível. Mas já tivemos vôlei de praia lá, por exemplo.

Brasil termina Universíade com 11 medalhas

A delegação brasileira terminou a disputa da Universíade de Kazan com 11 medalhas, sendo quatro de ouro, três de prata e quatro de bronze. O resultado foi comemorado pelo presidente da CBDU, que tinha a previsão de oito láureas.

- O desempenho foi muito bom. Se consideramos que não tivemos a disputa da vela e do taekwondo, duas modalidades que historicamente conquistamos muitas medalhas, e que viemos com delegação reduzida no atletismo e natação, o resultado foi extraordinário. Temos que comemorar também pela vinda de atletas e técnicos de Seleções principais. Mostramos o valor do esporte universitário - afirmou Cabral.

A melhor participação do Brasil segue sendo a de Izmir-2005, com a conquista de quatro medalhas de ouro, duas de prata e nove de bronze, totalizando 15. A maior quantidade de láureas foi obtida em Shenzhen-2011, porém com número menor de ouros. Na China, o país obteve duas douradas, quatro pratas e 12 bronzes, num total de 18 medalhas.

As medalhas do Brasil

Ouro: Rochele Nunes (+78kg) e Ketleyn Quadros (-57kg), no judô; Arthur Zanetti, na ginástica artística (argolas); e Ronald Julião, no atletismo (lançamento de disco).

Prata: Rochele Nunes (absoluto); Anderson Henriques, no atletismo (400m); e vôlei feminino.

Bronze: equipe masculina do judô; Rafael Buzacarini (-100kg) e David Silva (absoluto), no judô; e futebol feminino.

Total: 11 (quatro ouros, três pratas e quatro bronzes)

* O repórter viaja a convite da CBDU