icons.title signature.placeholder Michel Castellar
23/06/2014
18:05

Cerca de 80 manifestantes se reuniram para pedirem melhorias sociais para a população, antes do confronto entre Brasíl e Camarões, pela última rodada do grupo A, em Brasília. O protesto ocorreu pacificamente, mas terminou com uma taça de papelão, que simbolizava a violação de direitos durante a organização da COpa do Mundo, incendiada.

- Não somos contra a Copa do Mundo, o futebol ou a Seleção. O que condenamos foi o montante investido para organizarmos a Copa enquanto necessitávamos de mais saúde, educação, transporte público - disse um dos líderes do Movimento Popular da Copa no Distrito Federal, Thiago Ávila.

A concentração para a manifestação teve início às 14h30 na rodoviária central de Brasília. Vários representantes de movimentos sociais, como metroviários, estudantes e até religiosos fizeram seus discursos.

Às 15h45, os protestantes se dirigiam para o Estádio Mané Garrincha e carregaram o que classificaram de a "Taça das Violações". O objeto representou todos os direitos violados para que o Mundial fosse realizado no Brasil.

Ao chegarem em frente ao perímetro de segurança do estádio, formado por um cordão de barreiras e policiais, os manifestantes começaram a cantar, brincar de roda e tentaram ultrapassá-lo, sem sucesso. A polícia não reagiu e os protestantes não entraram em confronto.

Para finalizar o ato, a Taça das Violações foi queimada e o grupo se dispersou pacificamente.