icons.title signature.placeholder Maurício Oliveira, Michel Castelar e Thiago Salata
11/07/2014
16:21

O desinteresse é geral pela decisão de terceiro e quarto colocados na Copa do Mundo. Em Brasília, onde Brasil e Holanda jogarão no próximo sábado, não se vê mais torcedores com camisas da Seleção ou holandeses desfilando pela cidade. Nas proximidades do Estádio Nacional Mané Garrincha, só as faixas e bandeirinhas com o slogan do Mundial da Fifa fazem lembrar que a Copa ainda não acabou.

O centro de informações ao turistas está às moscas. Só uma funcionária. Ofereceu café a reportagem do L!Net e perguntou se podia ajudar de alguma forma. Parecia querer companhia para conversar.

A Praça da Torre de TV, a um quilômetro do Mané, recebe turistas, mas poucos interessados no jogo. O mesmo acontece na feirinha de artesanato da praça. As vendas caíram um pouco, mas o crescimento durante a Copa nem chegou a empolgar. Vendedores dizem que os gringos queriam mesmo era beber cerveja e caipirinha.

No centro de imprensa dentro do estádio, que lotou na véspera e nos dias de jogos, há pouco mais de 50 jornalistas para mais de 600 lugares. Para as entrevistas coletivas dos técnicos Luiz Felipe Scolari e Louis van Gaal nem sequer serão precisos os cartões SAD (Dispositivo de Acesso Suplementar), obrigatório para ter acesso à sala de conferência.

Brasil e Holanda jogarão um jogo que poderia ser excluído da Copa. Se já não tivessem sido vendidos ingressos, ninguém iria reclamar.


Mané Garrincha, na véspera de Brasil x Holanda: como se não houvesse jogo (Foto: Maurício Oliveira)