icons.title signature.placeholder Bruno Grossi e Marcio Porto
03/04/2014
09:30

No próximo dia 15, o zagueiro Roger Carvalho vai encerrar sua passagem pelo São Paulo e não terá motivos para lembrá-la no futuro. A data é a do término de contrato de empréstimo, que não será renovado pela diretoria. O jogador deixará o clube tendo disputado apenas duas partidas.

A saída com tão poucas oportunidades chama atenção pela expectativa depositada no jogador desde sua chegada, em agosto do ano passado. E levanta mais uma vez a discussão: será que Roger vai aumentar a lista de atletas que não foram aproveitados no Tricolor e rapidamente brilharam em outros clubes?

Os representantes do atleta já foram informados de que o Tricolor não vai estender o vínculo e ao mesmo tempo receberam sondagens de outros clubes. Roger tem mercado e vai tentar provar em outros ares que houve injustiças na passagem.

O zagueiro de 27 anos teve a contratação comemorada pelo presidente Juvenal Juvêncio e a comissão técnica, inclusive Muricy Ramalho. O treinador projetou o time titular desta temporada com Roger. No entanto, após quatro meses, lhe deu apenas duas chances e hoje tem a opinião de que o jogador ainda está muito abaixo dos companheiros.

Roger chegou ao São Paulo ainda se recuperando de uma lesão incomum para jogadores de futebol. Ele rompeu o músculo posterior da coxa direita e precisou passar por cirurgia. Isso foi em maio do ano passado, quando atuava pelo Bologna (ITA). O zagueiro passou o restante da temporada sem jogar, já que o departamento médico do Tricolor optou por um tratamento mais conservador.

Fez todos os trabalhos como recomendado e teve seu profissionalismo elogiado por funcionários do clube. Caladão, como definiu ontem o companheiro Antonio Carlos, não trouxe problema para o ambiente e nem reclamou por não jogar. Mas não venceu a concorrência...

– Ele ficou quase um ano fora pela lesão que teve. Uma lesão difícil de ter, o músculo descolar do osso... Nunca tinha visto. Para adquirir ritmo novamente é difícil. Infelizmente, teve que vir treinar primeiramente e fazer uma pré-temporada praticamente sozinho. Nos jogos que jogou, foi bem. Só que o ritmo estava forte para ele – afirmou Antonio Carlos, que disse ainda torcer para a permanência do companheiro de zaga.

Para piorar a situação de Roger, ele sofreu nesta semana uma contratura na coxa esquerda e está em tratamento no Reffis. Não deve jogar mais pelo clube. Com isso, São Paulo e o zagueiro seguirão em frente. O futuro dirá quem saiu prejudicado.