icons.title signature.placeholder Renato Homem
02/12/2013
15:03

O preço amargo para poder exercer a paixão pelo clube poderia ter sido mais indigesto, caso o Flamengo tivesse sucumbido diante dos paranaenses. O preço alto dos ingressos cobrados para o segundo jogo da final da Copa do Brasil, quarta-feira passada (27). continua sendo alvo de polêmica e indignação. Pesquisa de opinião levada a campo pelo Consórcio Clave de Fá Pesquisas, Plus Marketing Serviços e Data Goal Collecting durante o jogo decisivo diante do Atlético-PR, revela que 72.3% dos torcedores presentes ao Maracanã consideraram alto o valor dos ingressos fixado pela diretoria do clube carioca.

Apenas 8.7% dos entrevistados classificaram como razoável o preço cobrado para poder estar presente ao estádio. O jogo terminou, o título foi conquistado, mas a polêmica está longe do fim. O Procon-RJ ingressou com um recurso na Justiça, no qual contesta os valores arbitrados pelo Flamengo. 

A maioria dos torcedores (72,3%) presentes ao Maracanã criticou o preço dos ingressos


Os pesquisadores ouviram 349 pessoas e a margem de erro da consulta é de 5.3 pontos percentuais para mais ou para menos. Os questionários foram submetidos aos torcedores  antes do início da partida, em intervalos regulares de tempo. Somente pessoas com idades acima de 15 anos foram ouvidas.

A consulta levou em consideração o gênero, a idade, o nível de escolaridade do torcedor, sua ocupação, além da renda mensal e ainda a opinião sobre o valor dos ingressos. O consórcio responsável pela aplicação da consulta comparou os resultados com os dados produzidos pela pesquisa similar realizada no Maracanã durante a final da Copa das Confederações, no jogo que reuniu as seleções do Brasil e da Espanha.

Os pesquisadores ressaltam que a consulta de junho teve uma margem de erro ligeiramente menor (4.2 pontos percentuais) do que a pesquisa atual, permitindo assim a confrontação entre os dois trabalhos.

A maior parte dos torcedores presentes ao Maracanã para assisitr Flamengo e Atlético-PR era composta por homens (82.8%). Boa parte dos torcedores (48.1%) tinha idades variando entre 25 e 34 anos, enquanto a média de idade registrada foi de 33.7 anos.

Quanto ao nível de escolaridade, 37.2% dos entrevistados informaram ter curso superior completo, enquanto 21.5% revelaram ter concluído o ensino médio. Na Copa das Confederações, o índice de torcedores com curso superior foi de 53.5%.

Outro dado da pesquisa mostra  que praticamente a metade dos presentes (49.6%) declarou trabalhar no setor privado, enquanto 20.1% revelaram prestar serviço para o poder público. No quesito renda familiar mensal, 26.9% dos consultados disseram possui ruma renda de 6 a 10 salários-mínimos.

Chamou a atenção o índice (25,2%) expressivo de torcedores que declararam morar em outras cidades do Brasil, fora do Rio de Janeiro. A imensa maioria (52.4%), contudo, admitiu residir na capital fluminense.