icons.title signature.placeholder Jonas Moura
31/07/2014
16:42

Em ano de Campeonato Mundial, é comum que as grandes seleções de vôlei feminino poupem algumas de suas principais armas no Grand Prix, competição sempre presente no calendário da Federação Internacional (FIVB). Maior vencedor, com nove conquistas, o Brasil começa a caminhada por mais uma taça nesta sexta-feira, às 12h30 (de Brasília), contra a China, em Sassari (ITA), com força máxima. Porém, o time sabe que precisa fazer do torneio um teste para o seu principal objetivo.

O técnico José Roberto Guimarães ainda procura uma base para o Mundial, que acontecerá na Itália, entre 23 de setembro e 12 de outubro. O país nunca conquistou o título. No único compromisso oficial de 2014, a equipe jogou sem atletas importantes, em razão do Mundial de Clubes, e terminou apenas em quinto lugar.

– Nosso time vem passando por uma renovação desde a Olimpíada de Londres. No ano passado, o Zé já renovou um pouco. Esse ano, vai dar continuidade. É um grupo menos experiente do que os anteriores, mas com muita vontade. Com um estilo de jogo um pouco mais veloz. Algumas jogadoras, como eu e a Fabiana, podemos passar experiência depois que Sassá, Fabizinha, Paula e Mari saíram. Para muitas, jogar o Grand Prix ainda é novidade. Elas passam aquela alegria para a gente. É uma boa troca – avaliou a oposto Sheilla, que irá igualar o recorde de Sassá de maior número de participações no torneio, com 12.

Nas quatro derrotas sofridas para os Estados Unidos, em amistosos realizados em julho, Fernanda Garay foi o principal destaque da Seleção Brasileira. A bicampeã olímpica Jaqueline não viajou alegando problemas pessois, mas está de volta. E afirma que o país entra em quadra para ganhar.

– Acho que não temos nada a esconder. Todo mundo conhece cada jogadora da nossa equipe. Não temos nada de diferente. Se fizermos um trabalho bem feito, seremos um time difícil de ser batido – afirmou a ponteira.

O maior exemplo de equipe que esconde o jogo em ano de Mundial é a Rússia. Em 2010 e 2006, a história se repetiu, e a Seleção Brasileira foi derrotada pelas maiores campeãs do mundo na decisão. Este ano, a estratégia não deve ser diferente, já que a oposto Gamova e a ponteira Sokolova, que não disputam o Grand Prix, estarão à disposição do técnico Yuri Marichev para tentar o tricampeonato no fim do ano.

O GRAND PRIX

Sistema de disputa
O torneio terá 28 seleções, divididas em três divisões. A primeira, com 12 equipes, é onde está o Brasil. As quatro melhores passarão para a fase final, que acontecerá em Tóquio, no Japão, entre 20 e 24 de agosto. Além desses quatro times e do Japão (país sede), disputarão o título a melhor equipe que sair de um quadrangular envolvendo os times da segunda divisão

Primeira divisão
Terá Alemanha, Brasil, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Itália, Japão, República Dominicana, Rússia, Sérvia, Tailândia e Turquia

Jogos do Brasil
Na primeira semana, em Sassari (ITA), a Seleção encara a China (1/8, às 12h30), a Itália (2/8, às 15h) e a República Dominicana (3/8, às 12h30)