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17/02/2015
08:30

A alegria de Vanderlei Luxemburgo no Carnaval deste ano não é à toa. A descontração e leveza seguem a mesma batida do bom momento do Flamengo na temporada e do próprio treinador, desde que retornou ao clube. Tempos de harmonia afinada.

No Camarote da Boa na Sapucaí, onde assistiu à primeira noite de desfiles do grupo especial das escolas de samba do Rio, Luxa estava em clima de folia. Distribuiu sorrisos, abraços e piadas. Também pudera, já que, entre outras personalidades, esteve com o comediante Sérgio Mallandro.

Com a tranquilidade de quem tirou o bloco do Flamengo da confusão, colocou em uma zona intermediária no Brasileiro e está no grupo especial da tabela do Carioca (é vice-líder), Luxemburgo desfruta novamente da valorização e da reconquista do respeito na função. Moral elevada, que permite até fazer “apologia” à curtição no Carnaval. Curiosamente, só ele e o diretor de futebol Rodrigo Caetano representaram o Fla na Sapucaí.

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Os projetos dentro de campo estão dando resultado, como a mudança de esquema tático. Saiu o 4-4-2 e veio o 4-3-3. A equipe ainda não perdeu na temporada (sete jogos), inclusive no único clássico estadual até o momento, contra o Vasco, no Torneio Super Series. Luxemburgo está com a paciência necessária até para “educar” Marcelo Cirino na função de atacante, mesmo já tendo criticado o jogador por não ter os fundamentos perfeitos para um centroavante.

Em meio à folia, o técnico só engrossou o discurso quando perguntado sobre a estrutura de trabalho no Rio. Para ele, o futebol carioca não segue o mesmo exemplo de excelência que o Carnaval.

–  Hoje, em 2015, o Rio continua atrás de São Paulo e agora também de Belo Horizonte e Porto Alegre na estrutura – opinou.