icons.title signature.placeholder Daniela Caravaggi
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13/07/2013
09:15

A partida deste sábado entre Santos e Portuguesa terá uma motivação especial, pelo menos para Diogo, atacante do time do Canindé, que atuou pelo clube santista em 2011, e retorna pela primeira vez à Vila Belmiro após sua saída do clube.

Diogo foi revelado pela Portuguesa e ganhou destaque em 2007, na campanha da Série B do Brasileiro, quando foi eleito o melhor jogador da competição e garantiu o acesso da Lusa à Série A da competição nacional. Após cinco anos, o atacante retornou ao Canindé no início deste ano, para o Campeonato Brasileiro.

Em 2008, o atleta foi vendido ao time grego Olympiakos, mas voltou ao cenário nacional emprestado para o Flamengo e para o Santos, respectivamente. No clube carioca, o jogador ficou apenas cinco meses e justificou sua saída pelo momento "caótico" que o clube vivia, com o caso Bruno em discussão e com os problemas envolvendo o atacante Adriano Imperador. Já pelo Alvinegro, Diogo foi campeão paulista e da Libertadores, além de ter ido ao Japão disputar o Mundial de Clubes, em 2011, ocasião em que o Santos foi goleado pelo Barcelona. 

Porém, segundo o atacante, uma lesão séria nas costas o fez perder espaço no time da Vila Belmiro, momento este que Diogo classificou como o mais difícil de sua carreira.

- Foi o momento mais difícil na minha carreira. Fiquei três meses e meio fora, quando voltei, o time já estava encaixado e acabei perdendo espaço - disse o jogador, em entrevista ao LANCE!Net.

Para o jogo deste sábado, Diogo usa sua passagem pelo Santos como uma motivação a mais para jogar e vencer o clube praiano na Vila Belmiro, local em que o adversário ainda não perdeu este ano.

- Todo clube que você passa é uma motivação a mais (jogar contra), você quer jogar bem, quer mostrar seu futebol. Espero defender muito bem a Portuguesa, até porque precisamos muito vencer a partida - finalizou o jogador.

Diogo destacou também a importância de cada jogo do Campeonato Brasileiro e afirmou que a equipe rubro-verde pensa em cada partida como a mais importante. Além disso, ressaltou o carinho que a torcida da Lusa sempre teve com ele, e revelou que em seu retorno ao Brasil, teve propostas de outros times, mas que seu lado "pessoal" falou mais alto e ele mesmo escolheu a Portuguesa, justamente por se sentir em casa no Canindé.

Na 15ª colocação da tabela, com sete pontos, a Lusa encara o Santos, às 18h30, na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

Confira a entrevista na íntegra de Diogo ao LANCE!Net:

LANCE!Net: Como está o clima no Canindé para a partida diante do Santos?
DIOGO: Nós estamos bastante motivados. Nos preparamos bem esta semana, está muito bom. Sabemos que vamos enfrentar uma grande equipe, ainda mais fora de casa, sabemos das dificuldades, mas estamos bem motivados. Apesar das nossas limitações estamos evoluindo a cada partida.

L!Net: O técnico Pimenta focou em alguma questão especial para enfrentar o Santos?
D: A equipe está encarando cada jogo como o mais importante da competição, e o Pimenta também. Em um campeonato grande como o Brasileiro não se pode escolher partida e tratar como qualquer uma.  Estamos nos empenhando a cada jogo e esse é mais um jogo difícil, mais um jogo importante pra gente encarar dessa forma. Somos realistas, não podemos pensar a longo prazo e sim em cada momento.

L!Net: Voltar à Vila Belmiro pela primeira vez após sua saída do clube dá uma ansiedade diferente antes do jogo?
D: Sinto um carinho enorme pelo Santos, ainda mais por algumas pessoas, não só jogadores, mas também o pessoal da fisioterapia que ficou bastante tempo me acompanhando, é um clube legal, com pessoas boas. Vai ser legal. Todo o clube que você passa, você quer jogar bem, mostrar seu futebol, e claro que isso é uma motivação a mais para sábado. Precisamos da vitória e espero defender muito bem a Portuguesa.

L!Net: Este ano, quando retornou à Portuguesa, você afirmou que seria uma responsabilidade muito grande, principalmente diante da torcida, que gostou bastante do período em que defendeu a camisa rubro-verde. Você acha que está correspondendo da forma como queria?
D: Minha relação com a torcida está muito boa. Estou me dedicando bastante e em cada jogo estou melhorando. Fiquei muito tempo sem jogar e estou gostando da minha volta. Essa parada para a Copa das Confederações foi um pouco ruim pra mim, porque justamente estava começando a pegar ritmo, mas já evolui muito desde o primeiro dia que voltei para o Canindé. Eles me apoiam bastante, o carinho que eles têm  por mim é o mesmo que tenho por eles, claro que vou mostrar isso a cada partida, me doando ao máximo, e quero corresponder sempre dentro de campo.

L!Net: Como foi o acerto da sua volta para a Portuguesa no início deste ano?
Depois que fui emprestado ao Flamengo e ao Santos, voltei para a Grécia e fiquei mais um ano por lá. Faltavam seis meses para acabar meu contrato e para o clube não era mais interessante minha permanência, acredito que também muito em função da crise econômica que o país vivia. Acho que era o momento certo para eu retornar e me firmar aqui.  Na verdade, eu tive outras propostas, mas foi uma questão pessoal, que partiu mais de mim mesmo, claro que tenho meu empresário, minha mãe, mas foi uma decisão minha. Eu gosto muito da Lusa, me sinto em casa e achava que era o momento de me sentir em casa novamente para desenvolver o meu futebol.

L!Net: Sua passagem pelo Flamengo foi muito rápida. Como foi o período que ficou por lá?
D: Criei uma expectativa muito grande, mas eu poderia dizer que deixei a desejar um pouco. Talvez minha pior fase como jogador foi lá. No Flamengo foi um ano muito conturbado, caso Bruno, Adriano Imperador, foi um ano bem difícil. Foi um ano ruim também porque torci o tornozelo logo na minha segunda partida, não era o momento, justamente porque cheguei para ajudar na segunda parte do campeonato. Mas o Flamengo tem uma torcida maravilhosa, com amor ao clube, mas aquele ano foi muito conturbado. Eu passei por três treinadores no período de cinco meses.

L!Net: Como foi a experiência de jogar na Europa?
D: Foi uma experiência muito boa para mim. Sempre tive o sonho de jogar fora. Joguei duas edições da Champions League,  e campeonatos importantes, então foi muito bom. Principalmente no meu primeiro ano, que acreditava que seria um ano de adaptação, foi meu melhor ano lá fora. Você conhece outra cultura, novas coisas, e taticamente você evolui bastante. Tudo foi bom, tantos as experiências boas, quanto os fatores ruins serviram como aprendizado.

L!Net: Como é trabalhar com o treinador Edson Pimenta? As polêmicas declarações em coletiva afetam de alguma forma o grupo?
D: O coronel pegou uma "bucha" muito grande, não foi fácil o que ele fez. Ele assumiu como interino logo na fase final da Série A2 do Paulista. Pegou um momento muito difícil, mas ele assumiu de peito aberto. Eu acho que as declarações que ele deu  foi pelo fato dele ter assumido na situação que ele pegou, onde poucos acreditavam e não foi fácil, então vejo mais como um desabafo e não como uma crítica direcionada.



A partida deste sábado entre Santos e Portuguesa terá uma motivação especial, pelo menos para Diogo, atacante do time do Canindé, que atuou pelo clube santista em 2011, e retorna pela primeira vez à Vila Belmiro após sua saída do clube.

Diogo foi revelado pela Portuguesa e ganhou destaque em 2007, na campanha da Série B do Brasileiro, quando foi eleito o melhor jogador da competição e garantiu o acesso da Lusa à Série A da competição nacional. Após cinco anos, o atacante retornou ao Canindé no início deste ano, para o Campeonato Brasileiro.

Em 2008, o atleta foi vendido ao time grego Olympiakos, mas voltou ao cenário nacional emprestado para o Flamengo e para o Santos, respectivamente. No clube carioca, o jogador ficou apenas cinco meses e justificou sua saída pelo momento "caótico" que o clube vivia, com o caso Bruno em discussão e com os problemas envolvendo o atacante Adriano Imperador. Já pelo Alvinegro, Diogo foi campeão paulista e da Libertadores, além de ter ido ao Japão disputar o Mundial de Clubes, em 2011, ocasião em que o Santos foi goleado pelo Barcelona. 

Porém, segundo o atacante, uma lesão séria nas costas o fez perder espaço no time da Vila Belmiro, momento este que Diogo classificou como o mais difícil de sua carreira.

- Foi o momento mais difícil na minha carreira. Fiquei três meses e meio fora, quando voltei, o time já estava encaixado e acabei perdendo espaço - disse o jogador, em entrevista ao LANCE!Net.

Para o jogo deste sábado, Diogo usa sua passagem pelo Santos como uma motivação a mais para jogar e vencer o clube praiano na Vila Belmiro, local em que o adversário ainda não perdeu este ano.

- Todo clube que você passa é uma motivação a mais (jogar contra), você quer jogar bem, quer mostrar seu futebol. Espero defender muito bem a Portuguesa, até porque precisamos muito vencer a partida - finalizou o jogador.

Diogo destacou também a importância de cada jogo do Campeonato Brasileiro e afirmou que a equipe rubro-verde pensa em cada partida como a mais importante. Além disso, ressaltou o carinho que a torcida da Lusa sempre teve com ele, e revelou que em seu retorno ao Brasil, teve propostas de outros times, mas que seu lado "pessoal" falou mais alto e ele mesmo escolheu a Portuguesa, justamente por se sentir em casa no Canindé.

Na 15ª colocação da tabela, com sete pontos, a Lusa encara o Santos, às 18h30, na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

Confira a entrevista na íntegra de Diogo ao LANCE!Net:

LANCE!Net: Como está o clima no Canindé para a partida diante do Santos?
DIOGO: Nós estamos bastante motivados. Nos preparamos bem esta semana, está muito bom. Sabemos que vamos enfrentar uma grande equipe, ainda mais fora de casa, sabemos das dificuldades, mas estamos bem motivados. Apesar das nossas limitações estamos evoluindo a cada partida.

L!Net: O técnico Pimenta focou em alguma questão especial para enfrentar o Santos?
D: A equipe está encarando cada jogo como o mais importante da competição, e o Pimenta também. Em um campeonato grande como o Brasileiro não se pode escolher partida e tratar como qualquer uma.  Estamos nos empenhando a cada jogo e esse é mais um jogo difícil, mais um jogo importante pra gente encarar dessa forma. Somos realistas, não podemos pensar a longo prazo e sim em cada momento.

L!Net: Voltar à Vila Belmiro pela primeira vez após sua saída do clube dá uma ansiedade diferente antes do jogo?
D: Sinto um carinho enorme pelo Santos, ainda mais por algumas pessoas, não só jogadores, mas também o pessoal da fisioterapia que ficou bastante tempo me acompanhando, é um clube legal, com pessoas boas. Vai ser legal. Todo o clube que você passa, você quer jogar bem, mostrar seu futebol, e claro que isso é uma motivação a mais para sábado. Precisamos da vitória e espero defender muito bem a Portuguesa.

L!Net: Este ano, quando retornou à Portuguesa, você afirmou que seria uma responsabilidade muito grande, principalmente diante da torcida, que gostou bastante do período em que defendeu a camisa rubro-verde. Você acha que está correspondendo da forma como queria?
D: Minha relação com a torcida está muito boa. Estou me dedicando bastante e em cada jogo estou melhorando. Fiquei muito tempo sem jogar e estou gostando da minha volta. Essa parada para a Copa das Confederações foi um pouco ruim pra mim, porque justamente estava começando a pegar ritmo, mas já evolui muito desde o primeiro dia que voltei para o Canindé. Eles me apoiam bastante, o carinho que eles têm  por mim é o mesmo que tenho por eles, claro que vou mostrar isso a cada partida, me doando ao máximo, e quero corresponder sempre dentro de campo.

L!Net: Como foi o acerto da sua volta para a Portuguesa no início deste ano?
Depois que fui emprestado ao Flamengo e ao Santos, voltei para a Grécia e fiquei mais um ano por lá. Faltavam seis meses para acabar meu contrato e para o clube não era mais interessante minha permanência, acredito que também muito em função da crise econômica que o país vivia. Acho que era o momento certo para eu retornar e me firmar aqui.  Na verdade, eu tive outras propostas, mas foi uma questão pessoal, que partiu mais de mim mesmo, claro que tenho meu empresário, minha mãe, mas foi uma decisão minha. Eu gosto muito da Lusa, me sinto em casa e achava que era o momento de me sentir em casa novamente para desenvolver o meu futebol.

L!Net: Sua passagem pelo Flamengo foi muito rápida. Como foi o período que ficou por lá?
D: Criei uma expectativa muito grande, mas eu poderia dizer que deixei a desejar um pouco. Talvez minha pior fase como jogador foi lá. No Flamengo foi um ano muito conturbado, caso Bruno, Adriano Imperador, foi um ano bem difícil. Foi um ano ruim também porque torci o tornozelo logo na minha segunda partida, não era o momento, justamente porque cheguei para ajudar na segunda parte do campeonato. Mas o Flamengo tem uma torcida maravilhosa, com amor ao clube, mas aquele ano foi muito conturbado. Eu passei por três treinadores no período de cinco meses.

L!Net: Como foi a experiência de jogar na Europa?
D: Foi uma experiência muito boa para mim. Sempre tive o sonho de jogar fora. Joguei duas edições da Champions League,  e campeonatos importantes, então foi muito bom. Principalmente no meu primeiro ano, que acreditava que seria um ano de adaptação, foi meu melhor ano lá fora. Você conhece outra cultura, novas coisas, e taticamente você evolui bastante. Tudo foi bom, tantos as experiências boas, quanto os fatores ruins serviram como aprendizado.

L!Net: Como é trabalhar com o treinador Edson Pimenta? As polêmicas declarações em coletiva afetam de alguma forma o grupo?
D: O coronel pegou uma "bucha" muito grande, não foi fácil o que ele fez. Ele assumiu como interino logo na fase final da Série A2 do Paulista. Pegou um momento muito difícil, mas ele assumiu de peito aberto. Eu acho que as declarações que ele deu  foi pelo fato dele ter assumido na situação que ele pegou, onde poucos acreditavam e não foi fácil, então vejo mais como um desabafo e não como uma crítica direcionada.