icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese
29/06/2014
15:45

Alemanha e Argélia se enfrentam às 17h desta segunda-feira, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014. No entanto, as questões sobre o duelo voltam 32 anos. Na Copa de 1982, as duas seleções se enfrentaram na primeira fase, e com um resultado surpreendente: vitória argelina por 2 a 1.

Na sequência, o episódio conhecido como "Vergonha de Gijón" (a Copa foi sediada na Espanha, e a partida disputada na cidade em questão) mudou a relação dos dois países no mundo do futebol. A Alemanha precisava de uma vitória simples sobre a Áustria na última rodada, o que classificaria as duas e eliminaria a Argélia. Logo aos 10 minutos de jogo, 1 a 0 e tudo "resolvido". A quase inexistência de um jogo de futebol após o gol gerou revolta dos torcedores nas arquibancadas e marcou a história das Copas.

Questionado sobre o assunto, o atual técnico alemão, Joachim Löw, afirmou que a questão o deixa irritado e que não tem cabimento, pois os jogadores da seleção de agora não têm nada a ver com o episódio.

- Quando eu leio ou ouço falaram de "vingança" ou "revanche", eu fico irritado. Os jogadores não eram nem sequer nascidos quando isso aconteceu. Outros eram crianças de cinco, seis anos. Para os nossos jogadores, não existe pensamento de vingança. Vamos pensar na vitória, assim como os jogadores da Argélia - afirmou o treinador germânico.

O presidente da Federação Alemã, Wolfsgang Niersbach, também rechaçou o sentimento vingativo. Ele relatou que estava trabalhando como jornalista no jogo em Gijón e, segundo ele, não houve consipiração no duelo entre alemães e austríacos.

- Eu estava lá no estádio assistindo ao jogo como repórter, ao lado de outros colegas jornalistas. Foi constrangedor ver argelinos acenando lenços brancos, mostrando notas de dinheiro. Conversei com muitos jogadores da época e não teve nada de conspiração, foi algo muito infeliz na época. A partir dessa Copa, todos os jogos foram organizados ao mesmo tempo na última rodada, foi uma lição que a Fifa aprendeu com esse campeonato. Agora, como presidente da Federação Alemã, eu jamais usaria as expressões "revanche" ou "vingança". Nós, naturalmente, queremos melhorar o nosso retrospecto negativo em jogos contra a Argélia - afirmou Niersbach.