icons.title signature.placeholder Daniela Caravaggi
11/04/2014
11:18

Quem pegar a lista da Seleção Brasileira feminina de tênis de mesa irá achar algo um pouco inusitado. Das quatro componentes que disputaram o Campeonato Latino-americano de Santo Domingo, na República Dominicana, apenas a manauara Lígia Silva não tem ascendência oriental: Gui Lin, Jéssica Yamada e Caroline Kumahara compõem a equipe, treinada pelo recordista de participação em Olimpíadas, Hugo Hoyama, também descendente.

- Eu acho que tem essa maioria por ser um esporte oriental. Eu tenho muito a aprender com eles, eu acho que por ser a única brasileira que não tenha "olho puxado". Aprendi desde pequena que a cultura deles é muito regrada, é muito focada, e acho que essa determinação também faz com que eu consiga meus resultados. Elas são abertas para conversar, são brasileiras O mais importante é a equipe se dar bem independente de chinesa, japonesa, brasileira. O mais importante é quando a gente entrar na mesa, é uma bandeira que a gente carrega, que é o Brasil - disse Lígia Silva, em entrevista ao LANCE!Net.

Na segunda edição da Copa Brasil, que está sendo disputada em Jaraguá do Sul (SC), Lígia perdeu para sua companheira de Seleção Gui Lin na final do rating Absoluto A. O mesmo confronto havia acontecido em Santo Domingo, na República Dominicana, mas teve a manaura como campeã.

- Achei bem legal que a final se repetiu. Venci o latino-americano e dessa vez ela levou a melhor. Tenho a cabeça muito tranquila em relação a ter perdido. Somos amigas. Eu moro em Santos, ela em São Bernardo, mas treinamos juntas na Seleção em São Caetano toda terça-feira - ressaltou Lígia.

As duas voltam a se encontrar neste domingo, quando começa a preparação da Seleção para a disputa do Mundial de Tóquio, que acontece entre os dias 28 de abril e 5 de maio.

*A repórter viaja a convite da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa