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11/02/2015
16:03

A Liga Espanhola pode entrar em greve. É o que disse o presidente do Espanyol, Joan Collet, nesta quarta-feira. Ele revelou que os clubes da primeira divisão estão prontos para encerrar a Liga se o governo do país europeu não aprovar uma lei para obrigar a negociação coletiva dos direitos de TV em breve.

Em entrevista a uma rádio do país ibérico, Collet disse que essa medida teria que ser realmente imediata e deu prazo de até três semanas para a criação da lei. Ele disse ter o apoio de clubes como o Valencia.

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- Nós estamos prontos para parar o campeonato se a lei não sair em uma, duas ou três semanas. Eu já conversei com clubes como o Valencia. Nós teríamos que fazer outra assembleia, mas estamos prontos se o governo não se manifestar - disse o presidente do Espanyol.

A Liga Espanhola é a única entre os grandes campeonatos na qual os clubes negociam seus próprios contratos com as emissoras de TV. E a insatisfação de Collet tem fundamento. O Real Madrid e o Barcelona levam aproximadamente metade dos 735 milhões de dólares (cerca de R$ 2, 1 billhões) da renda dos direitos de televisão. Com mais dinheiro e mais possibilidade de investimentos, a consequência é a dupla terminar quase sempre na frente dos outros times no Espanhol.


Barcelona e Real discutem contrato com a TV separadamente (Foto: Javier Soriano/AFP)

No ano passado, o governo espanhol já acenava com a possibilidade de diminuir o abismo entre Real e Barça e os outros clubes do país. A nova fórmula apresentada é inspirada no modelo italiano: 50% será dividido igualmente entre os clubes, 25% pelo desempenho esportivo dos times nas últimas cinco temporadas e os 25% restantes de acordo com o pode de audiência de cada agremiação.

A expectativa, contudo, era que o decreto fosse aprovado antes do fim do ano como parte da reforma da Lei dos Esporte na Espanha e entrasse em vigor a partir da temporada 2016-17, quando os contratos do atual triênio chegam ao fim.

INGLATERRA BATE RECORDE NO ACORDO DE TV

A Premier League divulgou o resultado da venda dos direitos de televisão do torneio. O novo valor é um recorde. As emissoras Sky Sports e BT vão compartilhar os jogos da competição na Grã-Bretanha e vão pagar um valor de 5,136 bilhões de libras (R$ 22,14 bilhões) entre 2016 e 2019, um acréscimo de 70% em relação ao contrato anterior. Cada partida vai custar cerca de 10 milhões de libras (R$ 43 milhões).

Na divisão, a Sky Sports vai pagar 4,176 bilhões de libras (R$ 17,96 bilhões) para transmitir 126 jogos por temporada, o que representa cerca de 13% do seu faturamento total. A BT vai ter o direito de mostrar 42 partidas e vai pagar 960 milhões de libras (R$ 4,13 bilhões).