icons.title signature.placeholder Fabricio Crepaldi e Fellipe Lucena
16/11/2013
10:00

Quis o destino que o Palmeiras tivesse a chance de carimbar o título da Série B no Pacaembu, diante da torcida. Depois de perder fora de casa para o Paysandu, adiando a confirmação da taça, o time recebe o Boa às 16h20 deste sábado dependendo de um empate - ou de qualquer tropeço da Chapecoense contra o Bragantino, em Chapecó, no mesmo horário - para ser bicampeão. Se a conquista está praticamente certa, a atmosfera que será encontrada no estádio é uma incógnita: festa ou vaias?

Depois do jogo que assegurou o acesso, o 0 a 0 contra o São Caetano, em 26 de outubro, os jogadores foram surpreendidos com cobranças da organizada e chegaram ao vestiário irritados. Dessa vez, o discurso é de ignorar as críticas e festejar a conquista do maior objetivo da temporada.

- Esse título está devolvendo o gigante ao seu lugar, temos que celebrar. Quem passou aqui viu a dificuldade e sabe quantos dias de trabalho nós tivemos, quantas vezes deixamos nossas famílias. Tem que valorizar esse esforço, essa coroação - disse Alan Kardec, ao L!Net.

Os atletas sabem que a conquista da Segunda Divisão tem peso reduzido para um clube grande, mas julgam ter o apoio da maioria na arquibancada e tentam ignorar as críticas.

- Essa cobrança é de um setor da torcida, está virando rotina. Ganhando, perdendo ou empatando, jogando bem ou mal, sempre tem essa manifestação. O importante é a grande parte da torcida estar ao nosso lado. Se quiserem comemorar, que comemorem. Temos de fazer a nossa parte - declarou Fernando Prass.

Capitão do time na ausência de Henrique, suspenso, o goleiro diz que o maior motivo de celebração não é o título, mas a renovação da esperança por um ano melhor em 2014.

- Claro que estamos muito preocupados com o jogo. Mas, conseguindo o título, já tem de focar no ano que vem. No futebol o que vem pela frente é o que mais importa, o que ficou para trás se comemora, se guarda na memória... O futuro se faz com o presente. Quando chegar às 18h30, acabando o jogo e sendo campeão, tem de pensar no ano que vem de uma forma bem prática - acrescentou o camisa 25.

- Não vamos pensar em quem vaia, não. Temos de pensar naquele palmeirense que incentiva com o corpo e com a alma, que está sempre presente - complementou Alan Kardec.

Confira um bate-bola com Fernando Prass:

LANCE!Net: O título da Série B merece ser comemorado como os outros?
Fernando Prass: É um torneio de menos dimensão, sem dúvida alguma, o clube foi para Série B porque foi mal, é como se fosse um castigo. Não tem que comemorar como Série A ou Copa do Brasil, mas tem de comemorar, é importantíssimo pro ano que vem.

As vaias da torcida incomodam?
Ninguém gosta de ouvir vaia, independentemente de saber se é algo direcionado ou não. Ninguém gosta, todo mundo preferia que a torcida estivesse apoiando, seria bom para nós e para todo mundo.

Essa indefinição do Kleina atrapalha em algo os jogadores?
É chato, está ficando chato responder as mesmas perguntas e a coisa não anda, o tempo passa. Isso influencia no nosso trabalho, não dá para negar, é o nosso comandante. Só podemos torcer para que se resolva o mais rápido possível.

Será especial conquistar o título como capitão da equipe?
Ser capitão de um time grande é sempre especial, ainda mais no jogo que pode marcar o título. É sempre marcante e especial ser capitão em jogos emblemáticos. É uma posição que exige responsabilidade.

Confira um bate-bola com Alan Kardec:

LANCE!Net: Depois da reação dos torcedores no jogo do acesso, o grupo já espera possíveis vaias contra o Boa?
Alan Kardec: Olha, eu nunca vou entrar em campo esperando vaia da torcida em uma situação como essa. Temos que levantar a cabeça, porque o futebol é dinâmico. Se na terça a vitória não saiu, pode sair agora, garantindo o título para a gente.

Vocês se chatearam com aquela cobrança? Esperavam mais festa?
Em partes. Alguns acabaram vaiando, têm o direito. Eles incentivaram durante toda a partida, é bom ressaltar, mas após a partida é natural quando você não consegue o resultado. Logo em seguida, a maioria aplaudiu. O torcedor sempre quer vitória, nós também, mas naquela partida não aconteceu.

O que pensou ao saber que a diretoria foi atrás de Marcelo Bielsa?
Isso entra por um ouvido e sai por outro. Temos um treinador aqui e temos que respeitar. Esse é um assunto da diretoria e da comissão técnica. Não sei se falo por todos, mas tenho que confiar em quem está aqui trabalhando comigo.

Kleina parece chateado?
Não, não falou nada. É um assunto que não interfere no clima.