icons.title signature.placeholder Daniela Caravaggi
08/06/2014
08:31

O relacionamento com os jogadores do São Paulo e a chegada do lateral-esquerdo uruguaio Alvaro Pereira ao grupo ajudaram o atacante Osvaldo a dar a volta por cima em 2014. Foi isso que o jogador afirmou em entrevista ao LANCE!Net.

Líder em assistências do Tricolor, com dez na temporada, Osvaldo também foi quem mais serviu no Campeonato Brasileiro. No Nacional, foram cinco passes que resultaram em gols de Antonio Carlos, Luis Fabiano, Ganso e Pato, nos jogos contra Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Atlético-PR e Atlético-MG.

Jogando mais pela esquerda, o atacante lembrou da má fase que viveu no segundo semestre de 2013 e ressaltou que um dos pontos para a sua melhora foi a chegada de Pereira, no começo deste ano.

– O Álvaro é um grande amigo que tenho. Ele foi morar perto de mim quando chegou no São Paulo, então eu acabo sendo meio que o motorista particular dele (risos).  A gente vai para os treinamentos juntos, estamos sempre conversando. Já fiz ele gostar até de forró (risos). Brincadeiras à parte, considero a chegada dele um dos fatores importantes para eu ter dado essa volta por cima. Temos um entrosamento natural, parece que jogamos juntos há anos. Toda hora que dá ele me aciona, me faz participar mais do jogo e espero que essa parceria possa continuar dando resultados – disse.

Além do uruguaio, o entrosamento com Luis Fabiano também o ajudou a chegar à marca.

– A gente já joga junto há muito tempo. Eu já sei como o Luis gosta de se movimentar na área, então isso facilita bastante – destacou.

Apesar de ter alcançado o número expressivo de assistências e ter marcado quatro gols no ano (dois no Paulistão e dois na Copa do Brasil), Osvaldo foi sacado do time titular algumas vezes por Muricy Ramalho. O jogador assumiu que ficar no banco de reservas o incomodou, mas ressaltou que é uma reação natural de quem busca algo grande na carreira e que é preciso respeitar a opção do treinador, que tem o direito de colocar quem ele quiser em campo.

- Jogador que diz que não liga quando está no banco é porque não tem ambição ou é hipócrita. Acho que é uma reação natural de quem busca algo grande na carreira, que quer ser reconhecido pelo seu trabalho. Não vejo isso como um problema. O que não pode é o cara tumultuar o ambiente por causa disso, ir na imprensa reclamar, essas coisas. Acho falta de respeito com treinador, que tem o direito de colocar quem ele quer para jogar, e também com o companheiro que está entrando - ressaltou e completou:

- Todas as vezes que eu fui para o banco eu fechei a minha boca e trabalhei ainda mais com a intenção de melhorar e voltar ao time titular. Acho que a reação tem que ser essa. Isso faz até com que o nível do time e da competição interna cresça mais.

 A chegada de Alan Kardec faz com que a disputa pela vaga fique mais acirrada, mas não preocupa o jogador, que diz fazer outra função.