icons.title signature.placeholder Renato Rodrigues
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10/07/2013
07:02

Quem viu Jocinei sorridente, vestindo pela primeira vez a camisa do Timão, ontem, durante a apresentação oficial no CT, não imagina o caminho que ele traçou até atingir o momento mais alto da carreira até agora. Apesar de seus 23 anos, foram vários obstáculos e lições superados até realizar o sonho.

Poucas chances no profissional do Joinville, idas e vindas por clubes do interior de São Paulo... Nada disso foi mais desgastante do que o capítulo mais triste da história do garoto que saiu da cidade de Rodeio (SC), que fica a 185km de Florianópolis. A perda do pai, Osmir Schad, de forma trágica, fez o mundo desabar quando ele ainda tinha apenas 20 anos.

E o baque não tinha momento pior para acontecer: seis dias antes de sua estreia como profissional. O cara que batalhou para fazer o filho virar jogador de futebol nem sequer pôde ver a primeira aparição na profissão. Hoje, considerando-se muito mais “cascudo”, Jocinei carrega tudo como um grande aprendizado.

Depressivo por conta do fim do casamento com a mãe do volante, Osmir cometeu suicídio. Ele se enforcou na madrugada de 19 de julho de 2010 (segunda-feira). Apesar de toda barra que teve de segurar, Jocinei não deixou seu sonho – e de seu pai – para trás. O que fazer nessa hora?

O remédio era jogar bola. E ele fez sua estreia na derrota por 1 a 0 para o Operário-PR, pela Série D do Brasileirão, no dia 25 de julho (domingo). Era hora de se reestruturar.

– Apesar da separação, minha mãe sofreu muito também. Meu pai me dava muita força para jogar, me apoiava demais. Vejo que aprendi muito com tudo isso – disse o novo volante alvinegro, ao LANCE!Net.

Passado o furacão, Jocinei repensou a vida que levava longe de casa. Infeliz no clube que o revelou e sem chances de jogar, pediu para sair.

Foi emprestado ao América-SP, em 2011, voltou para o Joinville e foi liberado de novo, desta vez para o Rio Claro e, depois, para o XV de Piracicaba, já em 2012. Como titular, ganhou destaque, mas foi parar de novo na Série A2 do Paulistão. No Rio Claro, porém, chamou a atenção do Corinthians e viu a vida mudar.

Por meio do auxiliar técnico Fabio Carille, que o observou de perto vendo jogos no interior, o Timão decidiu contratá-lo. Também porque, à procura de informações extracampo, foi informado de que Jocinei é casado e visto como um cara caseiro, que prioriza a família e o trabalho.

– É muito profissional, se cuida... Nunca vi reclamar de nada nos treinos. Isso é indispensável para vencer no futebol – afirma Paulo Roberto Santos, seu treinador no Rio Claro.

Por onde passou, Jocinei se destacou pela sua força ao conduzir a bola. O chute potente com a canhota também é um de seus trunfos.

– Sempre disse para ele chutar. É uma bomba! – afirma Sonia Shuartz, amiga que o ajudou quando ele ainda atuava na base do Joinville.

Desde maio vivendo em São Paulo, Jocinei está se adaptando. Já tem residência fixa e não chega a reclamar do trânsito. Candidato a “novo Paulinho”, ele se diz feliz. Talvez o que mais importa na vida do vencedor por natureza. E o Corinthians, segundo ele, já contribui. E muito.

– Estou no lugar certo! – avisa.

(Jocinei ao lado de Sonia e seu marido Sid antes de vir para o XV de Piracicaba)

Bate-Bola

Sonia Shuartz

Amiga que cuidou de Jocinei em sua passagem pela base do Joinville, ao LANCE!Net

Como conheceu Jocinei e criou essa proximidade tão grande?
A família dele é de Rodeio, e ele ficava comigo aqui em Joinville, quando jogava pelo JEC. Eu o conheci por meio da minha filha, que era amiga dele na cidade. Uma vez, fizemos um almoço e ele foi até a minha casa. Desde então, comecei a chamá-lo de filho. Isso já faz muito tempo. O bom é ver que ele nunca esqueceu da gente e sempre liga.

E como você ajudava no dia a dia do Jocinei? Ele morava com você?
Ele morava no CT da base do Joinville. Mas nos fins de semana ficava na minha casa. Eu cuidava das roupas dele, fazia comida. Dava uma força porque eu via que ele merecia. Que queria subir na vida.

Ele ligou quando acertou para jogar no Corinthians?
Vi no site de vocês aí do LANCE! que ele seria contratado. Liguei para ele na hora. Disse que queria fazer surpresa, por isso não avisou. E eu sou corintiana, falei que foi o maior presente que ele me deu.

E ele já fala do Corinthians?
Ele está superfeliz, não cansa de me dizer isso. Agradeci muito a Deus. Ele chegou onde chegou com trabalho e suor. Me contou que o ambiente de trabalho é muito bom. Que nunca foi tão bem tratado.

Jocinei pode ser o novo Paulinho? Repórter analisa

Quem viu Jocinei sorridente, vestindo pela primeira vez a camisa do Timão, ontem, durante a apresentação oficial no CT, não imagina o caminho que ele traçou até atingir o momento mais alto da carreira até agora. Apesar de seus 23 anos, foram vários obstáculos e lições superados até realizar o sonho.

Poucas chances no profissional do Joinville, idas e vindas por clubes do interior de São Paulo... Nada disso foi mais desgastante do que o capítulo mais triste da história do garoto que saiu da cidade de Rodeio (SC), que fica a 185km de Florianópolis. A perda do pai, Osmir Schad, de forma trágica, fez o mundo desabar quando ele ainda tinha apenas 20 anos.

E o baque não tinha momento pior para acontecer: seis dias antes de sua estreia como profissional. O cara que batalhou para fazer o filho virar jogador de futebol nem sequer pôde ver a primeira aparição na profissão. Hoje, considerando-se muito mais “cascudo”, Jocinei carrega tudo como um grande aprendizado.

Depressivo por conta do fim do casamento com a mãe do volante, Osmir cometeu suicídio. Ele se enforcou na madrugada de 19 de julho de 2010 (segunda-feira). Apesar de toda barra que teve de segurar, Jocinei não deixou seu sonho – e de seu pai – para trás. O que fazer nessa hora?

O remédio era jogar bola. E ele fez sua estreia na derrota por 1 a 0 para o Operário-PR, pela Série D do Brasileirão, no dia 25 de julho (domingo). Era hora de se reestruturar.

– Apesar da separação, minha mãe sofreu muito também. Meu pai me dava muita força para jogar, me apoiava demais. Vejo que aprendi muito com tudo isso – disse o novo volante alvinegro, ao LANCE!Net.

Passado o furacão, Jocinei repensou a vida que levava longe de casa. Infeliz no clube que o revelou e sem chances de jogar, pediu para sair.

Foi emprestado ao América-SP, em 2011, voltou para o Joinville e foi liberado de novo, desta vez para o Rio Claro e, depois, para o XV de Piracicaba, já em 2012. Como titular, ganhou destaque, mas foi parar de novo na Série A2 do Paulistão. No Rio Claro, porém, chamou a atenção do Corinthians e viu a vida mudar.

Por meio do auxiliar técnico Fabio Carille, que o observou de perto vendo jogos no interior, o Timão decidiu contratá-lo. Também porque, à procura de informações extracampo, foi informado de que Jocinei é casado e visto como um cara caseiro, que prioriza a família e o trabalho.

– É muito profissional, se cuida... Nunca vi reclamar de nada nos treinos. Isso é indispensável para vencer no futebol – afirma Paulo Roberto Santos, seu treinador no Rio Claro.

Por onde passou, Jocinei se destacou pela sua força ao conduzir a bola. O chute potente com a canhota também é um de seus trunfos.

– Sempre disse para ele chutar. É uma bomba! – afirma Sonia Shuartz, amiga que o ajudou quando ele ainda atuava na base do Joinville.

Desde maio vivendo em São Paulo, Jocinei está se adaptando. Já tem residência fixa e não chega a reclamar do trânsito. Candidato a “novo Paulinho”, ele se diz feliz. Talvez o que mais importa na vida do vencedor por natureza. E o Corinthians, segundo ele, já contribui. E muito.

– Estou no lugar certo! – avisa.

(Jocinei ao lado de Sonia e seu marido Sid antes de vir para o XV de Piracicaba)

Bate-Bola

Sonia Shuartz

Amiga que cuidou de Jocinei em sua passagem pela base do Joinville, ao LANCE!Net

Como conheceu Jocinei e criou essa proximidade tão grande?
A família dele é de Rodeio, e ele ficava comigo aqui em Joinville, quando jogava pelo JEC. Eu o conheci por meio da minha filha, que era amiga dele na cidade. Uma vez, fizemos um almoço e ele foi até a minha casa. Desde então, comecei a chamá-lo de filho. Isso já faz muito tempo. O bom é ver que ele nunca esqueceu da gente e sempre liga.

E como você ajudava no dia a dia do Jocinei? Ele morava com você?
Ele morava no CT da base do Joinville. Mas nos fins de semana ficava na minha casa. Eu cuidava das roupas dele, fazia comida. Dava uma força porque eu via que ele merecia. Que queria subir na vida.

Ele ligou quando acertou para jogar no Corinthians?
Vi no site de vocês aí do LANCE! que ele seria contratado. Liguei para ele na hora. Disse que queria fazer surpresa, por isso não avisou. E eu sou corintiana, falei que foi o maior presente que ele me deu.

E ele já fala do Corinthians?
Ele está superfeliz, não cansa de me dizer isso. Agradeci muito a Deus. Ele chegou onde chegou com trabalho e suor. Me contou que o ambiente de trabalho é muito bom. Que nunca foi tão bem tratado.

Jocinei pode ser o novo Paulinho? Repórter analisa