icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
04/07/2014
21:30

O sofrimento vivido após o corte de Neymar da Copa do Mundo faz os brasileiros reviverem dias de lamentação em Mundiais passados. O maior astro da Seleção Brasileira em 2014 sofreu fratura na terceira vétebra lombar após choque com Zuñiga e nem sequer comemorou a classificação canarinho para a semifinal sobre a Colômbia. Doloroso adeus que já foi dado por lendas da estirpe de Leônidas da Silva e Pelé.

Para os mais supersticiosos, a regra é se apoiar na Copa de 1962, disputada no Chile. O Brasil defendia o título conquistado quatro anos antes na Suécia e começou a primeira fase com vitória por 2 a 0 sobre o México. Zagallo abriu o placar, fechado por Pelé. O Rei seria protagonista na partida seguinte, mas não por gols ou lances geniais. O Atleta do Século sofreu grave lesão muscular no empate sem gols com a Tchecoslováquia e disse adeus ao Mundial.

Garrincha chamou a responsabilidade de maior estrela da equipe comandada por Aymoré Moreira. Do banco, Amarildo confirmou a fama de Possesso e ajudou o Anjo das Pernas Tortas a despachar Espanha, Inglaterra, Chile e Tchecoslováquia. Foram três gols de Amarildo e quatro de Garrincha, desempenho real que culminou com o bicampeonato nos 3 a 1 sobre os tchecos.

O destino, no entanto, não esteve ao lado dos brasileiros em 1938, na França. Leônidas da Silva era a maior estrela de Ademar Pimenta, técnico a quem o fracasso na semifinal diante da Itália foi atribuído. O ídolo de Flamengo e São Paulo era um ás da grande área. O inventor da bicicleta no futebol disparou três gols sobre a Polônia na estreia e tratou de ser decisivo também nas quartas de final.

A Tchecoslováquia, que anos mais tarde também veria o adeus de Pelé, foi vazada por Leônidas, mas reagiu e levou a decisão para um jogo extra dois dias depois. No dia 14 de junho, o Diamante Negro foi essencial para iniciar reação e garantir a classificação à semifinal com a virada por 2 a 1.


Os esforços, no entanto, fizeram Ademar Pimenta optar por poupá-lo do duelo com a Itália, já no dia 16, por confiar na classificação à final. Sem seu craque, os brasileiros sucumbiram aos pés de Giuseppe Meazza e o técnico massacrado pela imprensa. O Brasil ainda ficaria com a terceira colocação graças a mais dois tentos de Leônidas, dando razão às críticas feitas à soberba de Pimenta.

Coadjuvante também disse adeus

Em 1994 nos Estados Unidos, o tetracampeonato foi liderado pelos gols de Romário e passou por cima de baixas sofridas no elenco. Antes do início do Mundial, Ricardo Gomes já havia sido cortado, mas os problemas de Carlos Alberto Parreira na defesa foram intensificados na partida de estreia. Contra a Rússia, Ricardo Rocha se machucou e viu de fora a dupla de reservas Aldair e Márcio Santos levantar a taça.