icons.title signature.placeholder João Pedro Marins e Luis Fernando Coutinho
12/03/2014
17:40

Léo Santos acabou de chegar no UFC, mas já tem uma rodagem respeitável no esporte. Aos 34 anos, o atleta da Nova União já competiu em sete eventos diferentes até chegar ao maior evento de MMA no mundo. Com 15 lutas no cartel (12 vitórias e três derrotas), o ponto alto de sua carreira foi no dia 8 de junho, quando finalizou William Patolino e se sagrou campeão do The Ultimate Fighter Brasil 2. Agora, enquanto trilha seu caminho rumo ao topo da divisão dos leves, Léo tem outros sonhos a alcançar. Depois de Brasil, Japão, Londres e Jordânia, a próxima meta do lutador é se apresentar em Las Vegas e, especialmente em Nova York.

Apesar do sonho traçado, o atleta, que está escalado para enfrentar Norman Parke no UFC de Natal, que acontece no dia 23 de março, afirmou em entrevista ao LANCE!Net que gostou da ideia de se apresentar no Brasil em sua primeira luta após o TUF. 

- Tenho dois sonhos ainda para realizar. Um é lutar em Las Vegas e outro em Nova York, quando for liberado. Mas optei por lutar aqui, eu mesmo pedi. Lógico que sou funcionário deles, e se me mandarem lutar na Conchinchina vou lutar. Mas, como teve a opção de lutar aqui no Brasil, vai ser ótimo ter a torcida. A galera toda que torceu por mim no TUF fica me perguntando nas redes sociais quando vou voltar, então acho nada mais justo que lutar aqui no Brasil mesmo e dar esse presente a eles - explicou o atleta. 

Ao ser perguntado sobre o por quê de Nova York ser um dos lugares onde deseja se apresentar, Léo Santos afirmou que a primeira vez que pisou na cidade "ficou maluco" com a dimensão das coisas. Ele segue na torcida para que o MMA consiga, enfim, ser legaizado na cidade. 

- A primeira vez que fui a Nova York, fiquei maluco. Você vê em filme as coisas que acontecem, tipo King Kong subindo no Empire States, aquelas coisas todas e você fica meio: "Caramba, essa cidade é maior loucura, maior doidera mesmo!" Assim como aconteceu comigo no Japão. Quando criança, sempre via Jaspion (o desenho), e quando cheguei no Japão fiquei maluco. Falei: "Caraca, tenho que lutar aqui!" Lutei lá e realizei meu sonho. Então, Nova York é uma cidade assim, que eu gostei. E depois que eu vi que estava aquela guerra no tribunal para ver se legalizava ou não, então sempre sonhei em lutar ali. É uma cidade que tenho grande carinho - revelou.

Léo Santos venceu a segunda edição do TUF Brasil (FOTO: Divulgação/Inovafoto)

Confira um bate-bola com Léo Santos
Por que você demorou tanto tempo para estrear no UFC, depois da final do TUF?
Estamos acostumados a fazer duas ou três lutas no ano, e no TUF foram cinco lutas em quatro meses. Foi bem desgastante. Quando você nocauteia ou finaliza rápido, beleza, mas quando você briga nelas todas, então você ganha algumas lesões, e eu tive umas três lesões que me atrasaram bastante. E como eu já tinha ganho o TUF, resolvi consertar tudo, botar tudo no lugar, para agora dar o tempo de treinar e voltar na hora certa. Agora estou 100%, novinho em folha.

Como está o corte de peso, descendo para os leves?
Isso é a pior coisa na vida do atleta, cortar peso, passar fome... Mas, sempre lutei na categoria até 70kg. No TUF 2, subi de categoria para lutar no 77kg e ganhei lá. Então, como estava tranquilo naquele peso, queria ficar por lá mesmo, mas o Dedé me trouxe de volta para a de 70kg e já voltei ao meu peso normal, mas ainda faltam 12 kg para chegar aos 70kg. Na semana que vem que começo a perder peso, a fazer a dieta que faz todo mundo chorar, mas não tem jeito. Faz parte do nosso trabalho.

Você já estudou o jogo do Norman Parke ?
Ele é um cara calmo, bem tático, não perde a cabeça na luta. Ele tenta ganhar round por round aos pouquinhos. Mas, eu e o Dedé estamos tentando achar uma tática para tirar ele dessa zona de conforto dele, atacar mais e pressioná-lo. Vou ter que tirar ele da zona de conforto para atrapalhar o jogo dele, aí vou sair com a vitória.