icons.title signature.placeholder Caio Carrieri e Fellipe Lucena
17/12/2013
07:06

O lado torcedor de Leandro, palmeirense desde pequeno, não será suficiente para mantê-lo no Verdão. O atacante exige aumento salarial maior do que o oferecido pela diretoria e está na mira de outros clubes. Até o fim desta semana, quando está prevista uma reunião entre as partes, a prioridade será do Alviverde. Depois...

Emprestado pelo Grêmio até 31 de dezembro, Leandro fez 19 gols na temporada e foi o artilheiro do Palmeiras, mas recebe um dos menores salários entre os titulares: R$ 40 mil líquidos. De acordo com pessoas próximas ao atleta, o clube ofereceu R$ 90 mil para renovar.

O atacante gostaria de receber mais de R$ 150 mensais, o que representaria um aumento próximo a 300% em seus vencimentos.

O estafe de Leandro sabe que a situação financeira do clube é complicada e tenta convencê-lo a diminuir a pedida, sob o argumento de que ele estava sem espaço no Grêmio quando o Verdão o contratou.

Uma alternativa seria turbinar o salário com bonificações por metas, expediente que vem sendo utilizado por Paulo Nobre em quase todas as negociações, mas que por enquanto não foi oferecido ao jovem.

Por outro lado, o interesse de outras equipes pode inflacionar a negociação. Há sondagens de ao menos três clubes, todos dispostos a desembolsar mais de R$ 90 mil mensais.

No contrato de empréstimo firmado em fevereiro na negociação que levou Barcos a Porto Alegre, o Grêmio deu ao Palmeiras o direito unilateral de renovar o empréstimo de Leandro por uma temporada: ou seja, basta acertar salários. Se houver uma venda para outro clube (o valor estipulado é de R$ 16 milhões), o Verdão tem direito a 15% do total.

O próprio Tricolor pode virar concorrente. O clube anunciou na segunda-feira o técnico Enderson Moreira e não descarta a possibilidade de aumentar o salário para ter a revelação de volta.

A diretoria do Palmeiras não se posiciona publicamente sobre nenhuma negociação, mas o LANCE!Net apurou que a comissão técnica está temerosa com a chance de perder uma de suas prioridades para o centenário.