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04/04/2014
12:42

Laudo elaborado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta afundamento do solo como causa do acidente com guindaste que matou dois operários nas obras da Arena Corinthians, em novembro do ano passado. O estudo foi encomendado pela Liebherr, construtora do guindaste. A informação foi veiculada na edição desta sexta-feira do jornal "Folha de S. Paulo". 

A conclusão do estudo é que o solo onde estava assentado o guindaste de 114 metros, considerado o maior do Brasil, era muito mais mole do que o indicado para suportar o equipamento. A medida de firmeza recomendada para o local era de 80%, mas a avaliação apontou que ela estava em apenas 13%. Outro ponto aferido foi a compactação do terreno, que estava em um índice médio de 6,3 em vez dos 10 indicados. 

A Odebrecht, construtora responsável pelas obras, declarou que as condições do terreno eram propícias para suportar o guindaste. A empresa diz ter realizado análises em mais de 200 pontos do terreno e não ter detectado problemas. 

O acidente ocorreu em 27 de novembro do ano passado. O caso está sendo investigado pelo 65º DP, que ainda não chegou a uma conclusão do que de fato motivou a tragédia. O estudo da UFRJ ainda será divulgado nas próximas semanas pelo Instituto de Engenharia da universidade.

No último sábado, outro operário morreu, desta vez ao cair de uma altura de oito metros nas obras das arquibancadas móveis. 

A Odebrecht divulgou comunicado a respeito do laudo:

"A Odebrecht Infraestrutura reafirma que o solo que sustentava o guindaste acidentado possuía todas as condições técnicas para suportar o peso da máquina, não havendo relação entre a condição do solo e o acidente.

A Construtora não tem conhecimento sobre o laudo contratado pela empresa fabricante do equipamento acidentado, - que jamais apresentou os dados da caixa preta do equipamento -, e esclarece novamente que dispõe de estudos que confirmam a adequação do solo às operações de deslocamento e içamento realizadas pelo guindaste."