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11/04/2014
18:40

Fábio Santos sempre foi um dos melhores amigos de Emerson Sheik no Corinthians. Mas, no dia que a negociação do atacante com o Botafogo ficou sem empecilhos para ser concretizada, o lateral não perdeu a chance de tirar sarro do jogador.

Sheik está liberado dos treinos do Timão desde o último sábado. Foi a primeira deixa para Fábio brincar.

- Foi a coisa que ele mais gostou nessa negociação. Faz uma semana que ele não aparece (risos). Se ficar mais tempo negociando, vai ser perfeito (risos). Ele é querido por todos aqui, mas o que for melhor para ele vamos torcer. A história dele aqui jamais vai ser apagada, tomara que volte a treinar logo pra acabar essa moleza dele - disse o camisa 6 do Corinthians, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, na tarde desta sexta-feira.

O camisa 11 não teve espaços desde o início desta temporada com a chegada de Mano Menezes, que o liberou para sair. A diretoria do Corinthians tenta desde o fim do ano passado negociá-lo e agora conseguiu achar o Botafogo como interessado. O Timão seguirá pagando os R$ 520 mil mensais do atacante, enquanto o Fogão pagará a metade (R$ 260 mil) ao próprio clube paulista. O que faltava para o acerto sair era a garantia bancária, apresentada pelos cariocas nesta sexta.

Como está fora desde o fim de semana, enquanto não havia uma definição, Sheik seguiu no Rio de Janeiro e não se despediu dos jogadores corintianos. Mais um motivo para brincadeira de Fábio, que lembrou das festinhas do amigo.

- Se ele não vier (se despedir), a gente mata ele. Falei com ele essa semana, ele disse que (a saída) estava se desenhando e, assim que fosse confirmada, ele viria se despedir. Ele vai vir sim fazer uma despedida. Uma pena não poder ser na casa dele, que minha mulher não vai liberar (risos) - divertiu-se o lateral.

Desta vez em tom sério, Fábio Santos disse acreditar que o episódio do selinho influenciou para arranhar a imagem de Sheik com torcedores e a diretoria alvinegra. Em agosto do ano passado, o jogador postou uma foto em uma rede social dando selinho no amigo Isaac Azar, dono da rede de restaurantes Paris 6, fato que gerou polêmica até mesmo internamente. Para ele, o caso pesou para a saída, mesmo que meses depois.

- Sem dúvida (influenciou). Sheik era um dos caras mais queridos pelo torcedor, e a maior "zoação" que tinha era contra os são-paulinos, a questão do "bambi". Esse selinho abriu margem para o corintiano ser zoado, pode ter atrapalhado a relação com alguns torcedores, a tolerância que tinha, depois acabou - analisou o lateral.