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26/06/2014
16:16

Enquanto muitos questionam se a punição de nove jogos, aplicadas a Suárez pela mordida de em Chiellini, durante o jogo entre Uruguai e Itália, foi justa ou injusta, o Lance!Net ouviu o professor Hélio Deliberador, especialista em Psicologia e docente da Puc-SP e Nelson Silva da Unesp.

Questionado sobre uma eventual explicação psicológica sobre o fato, o professor Hélio Deliberador atribuiu o fato a uma irracionalidade e a história de vida do jogador.

- Dificil você falar porque na minha perspectiva tudo tem que ser olhado a luz da biografia da pessoa, é um comportamento que aparece no desenvolvimento da pessoa, morder os alimentos e também no desenvolvimento da percepção bucal, na psicologia infantil, no desenvolvimento. Para poder analisar melhor precisava dar uma olhada na história de vida dele, o sentido que tem pra ele esse comportamento, só ele mesmo pode elucidar, é um compartamento que tá relacionado com a história de vida dele. Esse commportamento irracional, ele tem como ataque morder, uma atitude agressiva de defesa diante do ataque alheio, possivelemnte na disputa por nao ter feito nenhum gol,  por sofrer com a marcação, ele resolveu agredir o zagueiro, atráves da pequena mordida, é uma atitude irracional dele. Momento de irracionalidade que tá custando caro para ele - explicou Hélio.

Já o especialista da Unesp foi mais duro com o jogador:

- Isso é uma coisa que expressa total imaturidade desta pessoa. Que não consegue ter determinado equilíbrio emocional para participar de uma competição esportista e trata o outro como inimigo e não como alguém que ele está competindo. Expressa, em princípio, toda uma imaturidade e sendo a terceira vez, parece que ele não se deu conta ainda de que não é mordendo ou agredindo o outro que ele vai ficar mais competente - observou.

Em seguida, Deliberador lembrou de casos semelhantes ao do atleta "teve a cabeçada do Zidane no Materazzi, a cotovelada do Leonardo em 1994, que está na mesma categoria". Sobre esse comportamento irracional, de atletas de alto rendimento, o professor explica:
- Essas atitudes revelam a faceta humana deles, a despeito de ser excepcionais jogadores, revela o aspecto humano, não somos só o racional, existe a pressão e o irracional. Lógico que você espera que eles tenham controles sobre isso, mas como futebol tem muita luta, é arte e luta,  existe essa possibilidade das condutas agressivas.A mordida é a conduta mais primitiva do ponto de vista do desenvolvimento humano - falou Hélio.

Um grande adepto da psicologia no futebol, é o treinador da Seleção Brasileira, Luis Felipe Scolari, que sempre que possível solicita um profissional da área, para acompanhar suas equipes, sobre o fato, Hélio foi direto:
- É uma tentativa de fazer com que os jogadores tenham desenvolvimento psíquico mais equilibrado, atráves de exercicios de auto percepção você consegue sublimar melhor esses extintos agressivos e nao fica tão sujeito a eles no stress da partida - finalizou.