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13/02/2015
09:30

Mais uma vez a atuação do Vasco passou longe de ser incontestável. Diante de um Macaé tecnicamente muito inferior, o Cruz-Maltino não encontrou facilidade, tampouco teve superioridade, mas foi cirúrgico: aproveitou as (poucas) chances que teve e liquidou a partida ainda no primeiro tempo.

Tudo bem que não é novidade para ninguém a limitação técnica do time que Doriva tem em mãos. Dentro das possibilidades, percebe-se que a equipe é bem armada taticamente e tem uma disposição enorme. Agora, em quatro jogos neste Carioca, o Vasco foi absoluto em apenas um: na estreia, contra a Cabofriense, que hoje ocupa a lanterna do estadual. Depois, diante de Madureira, Tigres e Macaé, viu-se muitos erros e pouca criatividade no meio de campo.

Na quinta, aliás, os dois gols do Cruz-Maltino, ambos marcado no primeiro tempo, não saíram de jogadas trabalhadas. No primeiro, Bernardo – mal no jogo – reafirmou a boa estrela que tem e marcou um lindo gol de falta. Poucos minutos depois, Montoya aproveitou um rebote na entrada da área e acertou um bonito chute para ampliar o marcador.

No segundo tempo, o Vasco voltou com a consciência da boa vantagem e pareceu querer administrar o jogo, ao invés de atacar e fazer mais gols. Acabou que, por algumas vezes, foi o Macaé que esteve perto de balançar as redes. Já no fim da partida, porém, foi o Cruz-Maltino quem ampliou, com Rodrigo, em outra falta.

O Vasco versão 2015 ainda não engrenou, nem mostrou que pode ter a confiança do torcedor, mesmo com a boa campanha no Carioca. No clima do Carnaval, que começa nesta sexta-feira, o Cruz-Maltino é aquela escola de samba que faz o simples. Mas é preciso mais para ser campeão.