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05/02/2015
16:08

Um time com jogadores que não guardam posição. Claro, dentro das suas limitações, o Flamengo vem apresentando um bom futebol em 2015. Venceu adversários como Vasco e São Paulo, demonstrou uma variação tática interessante com as peças que Luxemburgo tem à disposição. E aponta uma tendência do futebol contemporâneo: muita movimentação, toque de bola e marcação avançada no campo do adversário. Destaque para Marcelo Cirino.


Chama a atenção o ímpeto ofensivo, com jogadores de muita velocidade e habilidade: Arthur Maia, Marcelo Cirino, Éverton e Nixon. Todos trocam de posição o tempo todo, com Cirino sendo um homem mais agudo e com a missão de jogar mais perto do gol. Luxa ainda tem no elenco Alecsandro, Eduardo da Silva, Gabriel e Paulinho, que se recupera de uma grave lesão no joelho. Com isso, aumenta o leque de opções do treinador para ter um time veloz, ou jogar com uma referência na área, casos de Alecsandro e Eduardo da Silva (ambos pode também armar o jogo).

No meio, opções interessantes. Normalmente, Cáceres faz o pepel de cão de guarda da zaga. É o homem do combate. Porém, diante de adversários mais fracos ou até dependendo das circunstâncias do jogo, é possível jogar sem esse cão de guarda. Márcio Araújo e Canteros formaram a dupla de volantes contra o Barra Mansa. A vantagem? Ambos saem para o jogo, organizam as jogadas. Com isso, aumentam o poder de movimentação da equipe, dando opções para os homens de frente.

Luxa tem dois laterais titulares ainda que avançam bastante, casos de Pico e Leonardo Moura. Wallace e Samir também costumam tentar jogadas na saída de bola. Com esse contexto, Luxemburgo vem armando um time de futebol leve, rápido e interessante. Ainda é cedo para cravar o que o Flamengo pode fazer na temporada, mas, de fato, é um início bem mais animador e promissor do que em 2014.