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18/11/2013
12:11

A polêmica envolvendo o escândalo de doping do astro do ciclismo Lance Armstrong não para de apresentar novos capítulos. Neste domingo, em entrevista ao jornal britânico "Daily Mail", o americano, que está banido das competições de ciclismo após admitir o uso de doping no princípio deste ano, decidiu fazer nova revelação.

Lance garantiu que na época em que as suspeitas de doping começaram a aparecer, o então presidente da União Internacional de Ciclismo (UCI), o holandês Hein Verbruggen, encobriu a irregularidade do ciclista.

Em 1999, foi revelado que Lance Armstrong testou positivo para substâncias proíbidas em exame. Em seguida, porém, o ciclista americano apresentou uma prescrição médica que o autorizava a tomar corticoides, explicação surpreendentemente aceita pela UCI.

E segundo Lance, o mandatário determinou que a desculpa fosse aceita para evitar um "nocaute" no ciclismo.

- Hein (Verbruggen) na época falou "que era um problema para ele, que seria um nocaute para o esporte, um ano após Festina, então nós teriamos que aparecer com algo". Daí surgiu a prescrição - declarou Armstrong, ao Daily Mail.

Ao citar Festina, Armstrong indica que o mandatário estava temeroso por conta do escândalo de doping de 1998. Na ocasião, toda a equipa Festina, incluindo a o astro francês Richard Virenque, foi excluída por doping da Volta da França de 1998.

Verbruggen sempre negou ter se envolvido com o doping de Lance. O holandês não está mais no comando da entidade.

Novo presidente da UCI, o britânico Brian Cookson está conduzindo um inquérito independente para investigar o caso. Lance Armstrong prometeu não poupar os antigos dirigentes e contribuir com as investigações.

Armstrong venceu sete vezes seguidas a Volta da França, de 1999 a 2005. Com o escândalo de doping, o americano perdeu todos os títulos e ainda foi banido das competições sancionadas pela Agência Mundial de Antidoping (WADA). Ele era o considerado um dos melhores ciclista da história.