icons.title signature.placeholder Bernardo Cruz e Celso de Miranda
06/12/2013
08:00

É impossível para qualquer brasileiro conversar com Miroslav Klose e não falar nos dois gols que separam o atacante de Ronaldo Fenômeno do posto de maior artilheiro das Copas de todos os tempos. Nome praticamente garantido para 2014 na lista do técnico da Alemanha, Joachim Löw, o jogador afirma, no entanto, que seu número mágico não é o 2, mas o 4. Isso mesmo! O que o polonês naturalizado não tira da cabeça é a possibilidade de participar de sua quarta Copa do Mundo e ajudar a Alemanha a conquistar o tetra.

Em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, Klose, de 35 anos, afirma que ainda não pensa na aposentadoria, descarta estar focado em recordes pessoais e acredita que a Alemanha é sim favorita no ano que vem no Brasil.

Você pode se tornar o maior artilheiro em Copas do Mundo. Isso tem algum significado para você?

Se você me perguntasse o que me daria mais prazer, marcar um gol e quebrar o recorde de Gerd Müller, dois para quebrar o recorde de Ronaldo como o maior artilheiro das Copas, ou não fazer nenhum e levantar a Copa do Mundo no Brasil, não tenha dúvida de que eu ficaria com a terceira opção. Fazer gols é parte do meu trabalho, mas ganhar jogos para a Alemanha é minha prioridade. Abro mão de recordes para vencer a Copa.

Mas ultrapassar Ronaldo, atual dono desta marca, um brasileiro, justamente no Brasil, teria um sabor de vingança pela derrota na final Copa do Mundo de 2002?

É difícil dizer o que eu sentiria numa situação assim, ainda tão distante, tão surreal. Claro que seria um momento especial para mim, mas não significa tanto se a Alemanha estiver fora do caminho da final. Mas de jeito nenhum seria uma vingança. Para haver vingança precisaria ter acontecido injustiça em 2002. Esse sentimento não há e nunca existiu. Foi um jogo duro, um torneio equilibrado, mas o Brasil mereceu vencer. Na final Rivaldo foi dominante e Ronaldo decisivo. E quando nós conseguimos criar chances de marcar, o goleiro brasileiro (Marcos) nos frustrou. Hoje, olhando para trás, ficamos felizes com o vice-campeonato naquela oportunidade.

A Alemanha não conquista um título desde 1996, quando faturou a Eurocopa. Existe uma pressão para a conquista do Mundial do ano que vem? Isso afeta ou já afetou a seleção em algum momento?

Não sei. A torcida quer ganhar sempre. Mas não sei se isso é pressão. Eu sinto o apoio do torcedor por onde passamos. E uma confiança muito grande. E, como falei, hoje os jogadores são todos muito experientes, sabem lidar com a pressão.

A entrevista completa, que ainda fala sobre Copa de 2014, evolução dos jogadores alemães e planos para a carreira você pode ler na íntegra no LANCE! Digital. Clique no link abaixo e veja todo o conteúdo do mais completo diário esportivo do Brasil em seu computador, notebook ou tablet.

Na cola de Ronaldo, Klose busca artilharia das Copas