icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
03/06/2014
17:58

Com duas vitórias em duas lutas no UFC, Kevin Souza vive grande fase na carreira. Sem saber o que é derrota desde junho de 2011 - período que representa nove combates - o atleta da CM System nocauteou Mark Eddiva no TUF Brasil 3 Finale, em São Paulo, no último sábado. Apesar do bom momento vivido, o baiano mantém os pés no chão e garante que ainda tem muito o que melhorar em seu jogo.

Em entrevista ao LANCE!Net, Kevin falou sobre mais um triunfo na carreira e garantiu que está longe dos 100% que pode oferecer ao público do maior evento de MMA do planeta.

- A felicidade de ter vencido mais uma luta no UFC é tremenda. Fico feliz pelo resultado positivo. É fruto do trabalho que estamos fazendo. Ainda não estou 100% no UFC. Ainda tenho muito o que melhorar para poder mostrar tudo o que sei, mas fiquei feliz especialmente com a parte física. Estou satisfeito com os treinos na CM System e agora é continuar e evoluir meu jogo na parte técnica - analisou o lutador.

Assim como em suas últimas apresentações, Souza usou de seu boxe afiado para dominar seu oponente e alcançar a vitória. Segundo ele, seu estilo se dá pelo início na arte suave, o que o fez trabalhar bem sua envergadura. 

- O boxe é o estilo que treino desde moleque. Sempre fui magrinho, sem força, e a maioria dos moleques da minha idade eram mais fortes. Eu sempre fui mais leve, então tinha de dar um jeito de bater e não apanhar. Consegui trazer isso para o MMA. Meu diferencial é esse: luto solto, à vontade. Posso trocar golpes em pé tranquilamente - avaliou.

Kevin acerta soco em Eddiva durante nocaute (FOTO: Divulgação/Inovafoto)

Sobre o futuro, Kevin ainda não tem um planejamento. Com a perna e a mão inchada como resultado da disputa contra Mark Eddiva, o baiano pretende se recuperar e aguardar uma decisão do Ultimate.

- Estou com a perna inchada, com mão inchada... Vou precisar me recuperar, mas quero voltar o quanto antes. Assim que tiver livre de lesões, vou voltar a treinar. Amo lutar no Brasil, com a torcida a favor. É o que mais quero. Se puder escolher, vou escolher sempre lutar no Brasil contra os gringos (risos) - concluiu.