icons.title signature.placeholder Rodrigo Ciantar
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12/07/2013
13:58

Juninho Pernambucano foi apresentado logo após o treino da manhã desta sexta-feira, em São Januário. Antes do início da coletiva, houve uma espécie de rito de passagem, com Pedro Ken devolvendo a camisa 8 para o Reizinho.

- Só queria dizer que é um prazer estar devolvendo a camisa 8 para o Juninho. um ídolo do clube, com uma história vitoriosa não apenas no Vasco, como no futebol. É uma referência para o grupo e estou feliz por poder atuar com ele. Seja bem-vindo - disse Pedro Ken, que vinha usando a 8 desde que Juninho foi para o Red Bulls.

Após vestir a camisa cruz-maltina, Juninho pediu para explicar o motivo de ter deixado o Red Bulls.

- Na sexta-feira, como eu às vezes estou acostumado a fazer em dias de jogo, combinei com o preparador físico que não iria treinar e o treinador não aceitou isso. Acabei discutindo com o técnico. Ele me chamou na sala sábado com a intérprete e disse que eu não ia jogar no domingo. Achei que tinha sofrido uma retaliação apenas por não ter treinado na sexta. Por isso, eu comuniquei que não iria jogar mais no clube - explicou Juninho, ressaltando que pensou, naquele momento, em encerrar a carreira, até receber um contato de Dinamite para voltar ao Vasco:

- Eu tinha intenção de parar. Tomei a decisão depois da reunião e rescindi meu contrato na quarta-feira depois do acontecimento. O primeiro clube a me procurar não foi o Vasco, mas é claro que a minha intenção é jogar aqui. O Roberto me ligou e fizemos um contrato de 6 meses e espero que eu possa ajudar de alguma forma.


Juninho recebeu a camisa 8 do meia Pedro Ken (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)

O contrato do jogador, como mostrado pelo LANCE!Net, será sem remuneração alguma.

- No contrato ficou acertado que os valores o que eu tinha pra receber vão ser divididos, não vou receber nada, nem prêmios, nem por objetivos - confirmou Juninho.

Juninho revelou ainda que, há algumas semanas, antes do problema com o técnico do Red Bulls, recebeu um e-mail do diretor geral do Vasco, Cristiano Koehler, pedindo seu retorno ao clube. Mas, naquele momento, não foi possível. Nesse meio tempo, um outro clube do Brasil o sondou, mas ele só defenderia o Cruz-Maltino caso não decidisse parar:

- Alegria eu nunca perdi, porque tenho prazer em jogar, treinar. Reconheço que o rendimento individual não foi o que eu imaginava no Red Bulls, claro que aqui não tem readaptação. Aqui estou em casa.

Veja outros trechos da entrevista

Chances do time

- A gente espera melhores resultados, que possa brigar pelas primeiras posições, mesmo com momento difícil. Mas esperança que o Vasco possa se recuperar e fazer um bom campeonato, como foi há dois anos comigo.  

Privilégio por seguir atuando

- Ainda me considero um privilegiado por estar jogando aos 38 anos, e isso já é motivo de alegria e satisfação. Nem conversamos sobre jogo de despedida. Um jogo assim tem duas sensações. Sensação de enterro e de alegria, porque você acaba uma coisa que nunca mais vai ter na vida. Voltei porque tinha três opções, como disse. Não acho que saí de maneira totalmente errada, não vesti outra camisa de clubes rivais. Graças a Deus nunca tive uma contusão séria e isso me ajuda a jogar até hoje. Mas tem o Seedorf, o Zé Roberto, o Alex, de quem sou muito fã. Acho que se cuidando, treinando muito e sem ter contusão é possível prolongar a carreira.

Encerrar a carreira com orgulho

- Eu não tenho nada que pense que eu não possa terminar com orgulho. Jogar futebol com 38 anos é motivo de felicidade pra mim. É claro que se você puder encerrar ganhando é sempre muito bom. Eu me considero privilegiado por estar jogar futebol ainda, isso é motivo de satisfação e alegria comigo. Jogo de despedida tem duas sensações: De enterro e da alegria, pois a gente encerra uma coisa que nunca mais vai ter na vida. Eu tinha opção de parar de jogar futebol, voltar ao Vasco ou a outro clube. Não acho que não fiz nenhuma coisa errada. Não joguei no Fluminense, Botafogo ou Flamengo.

Análise do elenco

- Com todas as mudanças, o início do ano do Vasco foi muito bom, chegou à final da Taça Guanabara com muito mérito, depois acabou sofrendo um pouco. Sempre que existe uma mudança precisa de tempo. Mais uma mudança agora, com a chegada do Dorival. Hoje é um grupo mais jovem, com menos experiência, mas com talento. Se a gente puder ter bons resultados nesses dois clássicos de agora, facilita muito.

Ser poupado em alguns jogos

- Em 2011 joguei 50 jogos. Na primeira fase da Libertadores houve isso com Cristovão e foi muito mal levado, com todo respeito na época. Não houve problemas com resultados. Houve um ciúmes no elenco em relação a isso. É difícil de analisar. Entendo, todo mundo tem sua vida. Em nenhum clube o clube foi prejudicado. NAs oitavas e nas quartas participei dos jogos.

Juninho revela como será seu novo contrato com o Vasco

Juninho Pernambucano foi apresentado logo após o treino da manhã desta sexta-feira, em São Januário. Antes do início da coletiva, houve uma espécie de rito de passagem, com Pedro Ken devolvendo a camisa 8 para o Reizinho.

- Só queria dizer que é um prazer estar devolvendo a camisa 8 para o Juninho. um ídolo do clube, com uma história vitoriosa não apenas no Vasco, como no futebol. É uma referência para o grupo e estou feliz por poder atuar com ele. Seja bem-vindo - disse Pedro Ken, que vinha usando a 8 desde que Juninho foi para o Red Bulls.

Após vestir a camisa cruz-maltina, Juninho pediu para explicar o motivo de ter deixado o Red Bulls.

- Na sexta-feira, como eu às vezes estou acostumado a fazer em dias de jogo, combinei com o preparador físico que não iria treinar e o treinador não aceitou isso. Acabei discutindo com o técnico. Ele me chamou na sala sábado com a intérprete e disse que eu não ia jogar no domingo. Achei que tinha sofrido uma retaliação apenas por não ter treinado na sexta. Por isso, eu comuniquei que não iria jogar mais no clube - explicou Juninho, ressaltando que pensou, naquele momento, em encerrar a carreira, até receber um contato de Dinamite para voltar ao Vasco:

- Eu tinha intenção de parar. Tomei a decisão depois da reunião e rescindi meu contrato na quarta-feira depois do acontecimento. O primeiro clube a me procurar não foi o Vasco, mas é claro que a minha intenção é jogar aqui. O Roberto me ligou e fizemos um contrato de 6 meses e espero que eu possa ajudar de alguma forma.


Juninho recebeu a camisa 8 do meia Pedro Ken (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)

O contrato do jogador, como mostrado pelo LANCE!Net, será sem remuneração alguma.

- No contrato ficou acertado que os valores o que eu tinha pra receber vão ser divididos, não vou receber nada, nem prêmios, nem por objetivos - confirmou Juninho.

Juninho revelou ainda que, há algumas semanas, antes do problema com o técnico do Red Bulls, recebeu um e-mail do diretor geral do Vasco, Cristiano Koehler, pedindo seu retorno ao clube. Mas, naquele momento, não foi possível. Nesse meio tempo, um outro clube do Brasil o sondou, mas ele só defenderia o Cruz-Maltino caso não decidisse parar:

- Alegria eu nunca perdi, porque tenho prazer em jogar, treinar. Reconheço que o rendimento individual não foi o que eu imaginava no Red Bulls, claro que aqui não tem readaptação. Aqui estou em casa.

Veja outros trechos da entrevista

Chances do time

- A gente espera melhores resultados, que possa brigar pelas primeiras posições, mesmo com momento difícil. Mas esperança que o Vasco possa se recuperar e fazer um bom campeonato, como foi há dois anos comigo.  

Privilégio por seguir atuando

- Ainda me considero um privilegiado por estar jogando aos 38 anos, e isso já é motivo de alegria e satisfação. Nem conversamos sobre jogo de despedida. Um jogo assim tem duas sensações. Sensação de enterro e de alegria, porque você acaba uma coisa que nunca mais vai ter na vida. Voltei porque tinha três opções, como disse. Não acho que saí de maneira totalmente errada, não vesti outra camisa de clubes rivais. Graças a Deus nunca tive uma contusão séria e isso me ajuda a jogar até hoje. Mas tem o Seedorf, o Zé Roberto, o Alex, de quem sou muito fã. Acho que se cuidando, treinando muito e sem ter contusão é possível prolongar a carreira.

Encerrar a carreira com orgulho

- Eu não tenho nada que pense que eu não possa terminar com orgulho. Jogar futebol com 38 anos é motivo de felicidade pra mim. É claro que se você puder encerrar ganhando é sempre muito bom. Eu me considero privilegiado por estar jogar futebol ainda, isso é motivo de satisfação e alegria comigo. Jogo de despedida tem duas sensações: De enterro e da alegria, pois a gente encerra uma coisa que nunca mais vai ter na vida. Eu tinha opção de parar de jogar futebol, voltar ao Vasco ou a outro clube. Não acho que não fiz nenhuma coisa errada. Não joguei no Fluminense, Botafogo ou Flamengo.

Análise do elenco

- Com todas as mudanças, o início do ano do Vasco foi muito bom, chegou à final da Taça Guanabara com muito mérito, depois acabou sofrendo um pouco. Sempre que existe uma mudança precisa de tempo. Mais uma mudança agora, com a chegada do Dorival. Hoje é um grupo mais jovem, com menos experiência, mas com talento. Se a gente puder ter bons resultados nesses dois clássicos de agora, facilita muito.

Ser poupado em alguns jogos

- Em 2011 joguei 50 jogos. Na primeira fase da Libertadores houve isso com Cristovão e foi muito mal levado, com todo respeito na época. Não houve problemas com resultados. Houve um ciúmes no elenco em relação a isso. É difícil de analisar. Entendo, todo mundo tem sua vida. Em nenhum clube o clube foi prejudicado. NAs oitavas e nas quartas participei dos jogos.

Juninho revela como será seu novo contrato com o Vasco