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29/06/2014
08:45

O Brasil sai do Mineirão ainda mais fortalecido para disputar a Copa do Mundo. Foi uma grande prova de fogo para superar, e eles se sobressaíram à pressão dos pênaltis para eliminar uma excelente seleção como o Chile.


A tensão que vimos pode ser atribuída ao clima de “estreia” que cerca. Chegar ao mata-mata da Copa do Mundo é como iniciar um campeonato diferente. Enquanto na fase de grupos uma falha pode ser compensada em outro jogo, agora vem aquela ânsia em saber que qualquer erro pode ser fatal para a seleção.


No fim deste “drama”, o Julio Cesar é quem se fortalece mais. Ele chegou cercado de desconfiança, lembrado pelo erro contra a Holanda em 2010, mas mostrou ontem, tanto no tempo normal quanto nos pênaltis, que tem cacife para ser o goleiro da Seleção Brasileira.

A equipe de Luiz Felipe Scolari fez um ótimo primeiro tempo, semelhante aos da Copa das Confederações. Gostei da rapidez no toque de bola, graças à entrada do Fernandinho e à presença forte do Neymar. O esquema estava tão bem encaixado que o Chile só ameaçou em erros nossos – o gol veio de uma desatenção em jogada na qual é inimaginável alguém errar.


Só que a partir da etapa final, a postura da Seleção Brasileira me deixou mais preocupado. Os chilenos neutralizaram bem o Neymar e o Brasil se ressentiu de criação. Por isto, é hora de os jogadores não terem medo de tomar a iniciativa.

O Hulk tentou ontem jogadas individuais e fez a sua melhor partida na Copa. Seria uma injustiça pesar na conta dele uma eliminação. O Oscar mostrou na estreia que tem potencial, é hora de ele aparecer. O Brasil precisa de toque de bola, e não ficar restrito a lançamentos, e os laterais precisam subir mais.

Após passarmos bem por esta “prova de fogo”, creio que o Brasil ficará mais ajustado. Porque a tensão passou, mas a pressão continuará, e será ainda maior. Vamos enfrentar a Colômbia, uma das seleções com futebol mais vistoso desta Copa, que não eliminou o Uruguai à toa. E nos ombros dos brasileiros, ainda há a pressão de não ser eliminado logo. O momento é de muita concentração e confiança em campo.