icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
14/07/2014
10:34

O título mundial não poderia estar em melhores mãos. A filosofia de jogo que Alemanha apresentou durante a Copa do Mundo, priorizando a objetividade e a organização, deve se sobressair sempre no cenário do futebol.

E ele foi possível graças a um grande trabalho realizado por Joachim Löw, que soube impor um estilo de jogo intenso e hoje faz os alemães se destacarem não por um jogador, mas pelo conjunto. É bem verdade que há alguns jogadores diferenciados, como Schweinsteiger e o incansável Philip Lahm. Porém, toda a Alemanha sabe jogar com qualidade - e, principalmente, se movimentar sem a bola.

Naturalmente, a Argentina teve méritos para chegar à final desta Copa do Mundo. Mesmo não tendo o mesmo futebol vistoso, ela estava bem organizada e sai do Mundial fortalecida, principalmente na defesa, que era muito criticada antes da competição. O Mascherano foi fantástico!

O único pecado argentino foi ter desperdiçado chances fundamentais numa decisão, como a do Palacio na prorrogação. Coube a Göetze fazer prevalecer o futebol vistoso da Alemanha.

O exemplo alemão cai como uma luva para o panorama atual do futebol brasileiro. Tenho a sensação de que nossa mentalidade regrediu. Quando vemos alguns dos melhores jogadores do Brasileirão serem estrangeiros, é porque tem alguma coisa errada. O resultado desastroso com o qual terminamos a Copa do Mundo é um alerta para que a gente volte as atenções desde o trabalho de base, para voltarem a surgir jogadores com habilidade.

Creio que este trabalho será de longo prazo, e não terá resultado no Mundial em 2018, pois não vejo um novo Neymar. Porém, precisamos ter paciência, como a Alemanha teve. Nós não perdemos o rumo da criação de craques a este ponto! Podemos criar jogadores que saibam ser objetivos e driblar para, novamente, encher os olhos do futebol mundial.