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30/07/2014
14:46

Julio Grondona se envolveu em várias polêmicas e controvérsias durante toda a sua carreira como dirigente. O próprio fato de ser presidente da AFA era uma delas, afinal o cargo lhe fora dado pela última ditadura militar que controlou a Argentina entre 1976 e 1983. Apesar do retorno à democracia, permaneceu no posto e saiu imune aos julgamentos posteriores das pessoas que tiveram participação ou eram ligadas ao regime.

A primeira polêmica envolvendo Julio Grondona, porém, é anterior à AFA. Quando ainda era presidente do Arsenal de Sarandí, em 1969, levou suspensão de um ano por agredir um árbitro. O ataque ocorreu porque o juiz em questão o impediu de apresentar a candidatura para as eleições presidenciais do Independiente, seu clube do coração.

Muitos anos mais tarde, em 2003, se envolveu em outra polêmica. Desta vez foi acusado de discriminação quando usou uma frase para explicar o por quê de não haver na época árbitros judeus na Primeira Divisão. Segundo disse Grondona na época, "ser árbitro de Primeira Divisão é uma tarefa difícil, trabalhosa, e os judeus não gostam de coisas difíceis". Os processos foram todos arquivados.

Em 2010 reagiu de maneira intempestiva às reclamações de alguns clubes da Terceira Divisão, que pediam um aumento na ajuda financeira dada pela AFA e ameaçavam não disputar o campeonato. Sem papas na língua, Grondona disparou: "Não me importa um car***ho se vocês vão jogar ou não. Já despedi Maradona e não teria problemas com vocês". Segundo o próprio, o Torneio do Interior (última divisão do futebol argentino) era um "campeonato de pelada organizado".

No fim de 2011, o empresário Carlos Ávila denunciou Grondona por administração fraudulenta e lavagem de dinheiro. A causa citava ainda uma denúncia de ameaça de morte ao jornalista Alejandro Fantino. O dirigente também teve o seu nome envolvido na polêmica escolha do Qatar para sede da Copa do Mundo de 2022.

A revista francesa France Football o denunciou como sendo um dos que receberam dinheiro para votar a favor da candidatura do país árabe. Na ocasião a AFA teria recebido 7 milhões de dólares por um amistoso contra a Seleção Brasileira, realizado no Qatar, em novembro de 2010. O jogo ocorreu pouco antes da eleição para a escolha das sedes dos Mundiais de 2018 e 2022.

Já neste ano, durante a Copa do Mundo no Brasil, o seu filho do ex-presidente da AFA, Humberto Grondona, teve o seu nome envolvido em um escândalo de venda ilegal de ingressos para jogos do Mundial.