icons.title signature.placeholder Daniel Guimarães e Felippe Rocha
08/11/2014
07:00

O LANCE!Net traz neste sábado a segunda entrevista da série com candidatos à presidência do Vasco. Representando a Chapa “Sempre Vasco”, Julio Brant apresenta suas principais propostas e fala em levar as famílias de volta a São Januário, explica a aplicação do investimento milionário prometido em carta de um fundo de investimentos árabe e quer levar o Vasco a um novo modo de gestão, em oposição, principalmente, ao que representaria o candidato Eurico Miranda:

- Nós somos os anti-Eurico. Mas o nosso objetivo não é só tirá-lo do Vasco. O objetivo é tirar o Eurico do Vasco e colocar um novo modelo de gestão, de conduta, de participação da família no clube. Trazer de volta para o Vasco alegria de ser vascaíno, de frequentar o estádio de São Januário. É a luta do bem contra o mal. O Vasco precisa voltar ao topo do futebol mundial.

Conforme proposta apresentada no início da campanha, a chapa atraiu um fundo de investimento para o clube. Caso vença a disputa, os investidores árabes vão injetar no Cruz-Maltino o montante de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 128 milhões), prometido em carta. Julio explica que a aplicação não seria imediata, após a posse:

- É um recurso que demanda um tempo para se estruturar garantias, contratos e receber isso no Brasil. Mas nós temos a carta na mão, o que mostra que o nosso grupo é profissional, tem credibilidade dentro e fora do país. Esse dinheiro vai ser usado basicamente para reduzir o endividamento do Vasco. E, com essa carta na mão, já temos um ponto de partida.

CANDIDATO LAMENTA BAGUNÇA ELEITORAL

A eleição do Vasco, anteriormente marcada para o dia 6 de agosto, foi adiada devido a uma liminar. Àquela época já havia denúncias – que se repetem eleição após eleição – de irregularidades no processo eleitoral do clube. Novo no cenário político cruz-maltino, ele lamenta que a instituição esteja ligada ao noticiário policial, e vê sua chapa mais forte até por isso.

- O processo eleitoral do Vasco é lamentável. O Ministério Público está atuando em cima de denúncias e o que se vê são as piores práticas. Mais uma vez, o clube está dando um péssimo exemplo à sociedade e isso é muito triste. Mas sei que o vascaíno verdadeiro está conosco. É só olhar para as cadeiras sociais. Elas estão conosco. Por isso, que estamos ali, cabeça a cabeça com o Eurico - disse, citando o acusado de ser um dos mentores do "Mensalão".

BATE-BOLA - JÚLIO BRANT

Como melhorar a situação financeira do clube?
Tratando o passivo. A dívida é de quase R$ 570 milhões. O Vasco custa R$ 100 milhões por mês. Vai precisar custar menos. Vamos tratar dessa maneira. Vamos botar as finanças no lugar. Vai doer, vai machucar, mas vai ter que encaixar.

O futebol, assim, não acabaria sendo prejudicado?
O futebol está prejudicado da forma como está hoje. O dinheiro em si só não é a solução. Tem que saber o que fazer com ele. Não adianta botar milhões de reais, porque não tem gestão. Mas o dinheiro vai para onde tem credibilidade, projeto, retorno. Aí ele vai. Primeiro você estrutura a casa, deixa as coisas funcionando, para depois ir no mercado. O Vasco tem marca forte. Uma imagem, apesar de tudo, interessante de trabalhar.

Você tem se colocado como a chapa forte para enfrentar o ex-presidente Eurico Miranda...
É isso que nós queremos. É a luta do bem contra o mal, mesmo. Ou vamos para o mal, para o cinza total, ou vamos para o bem. É um trabalho duro, árduo, difícil, mas com horizonte, com caminho... É isso que nós queremos no Vasco. Esse choque está claro. Queremos tirar o Eurico e colocar no Vasco um novo modelo de gestão, para que o Vasco volte ao topo do futebol mundial.