icons.title signature.placeholder Felipe Mendes
20/04/2014
08:04

O ano de 2013 não foi bom para Juliana. Ausente do Circuito Mundial de Vôlei de Praia depois de ter sido cortada por criticar a criação de uma Seleção Brasileira da modalidade, ela está de volta para a atual temporada. E de olho em um recorde: se tornar a maior campeã da história do circuito.

Juliana é detentora de sete títulos (2005, 2006, 2007, 2009, 2010, 2011 e 2012), todos ao lado de Larissa, que deixou o esporte para ser mãe. Assim, a jogadora de 30 anos está empatada com a ex-parceira e com Shelda. Esta última venceu seis vezes ao lado de Adriana Behar e uma vez com Ana Paula de parceira.

– Estou feliz em poder jogar o Circuito Mundial, o campeonato que mais gosto. Quero ficar mais uma vez entre as tops. E, se por ventura vier o título, maravilha. Será uma honra muito grande. Quero fazer de tudo para vencer, mas primeiro eu quero meio que dar a volta por cima – afirmou Juliana.

A jogadora voltou a fazer parte de Seleção no dia 24 de março. Ao lado de Maria Elisa, iniciou a preparação para disputar mais uma vez o Circuito Mundial. Seu primeiro desafio será a etapa de Fuzhou, na China, a partir de terça-feira.

Além de Juliana/Maria Elisa, integram a Seleção feminina Ágatha/Bárbara Seixas, Maria Clara/Carol e Talita/Taiana. No masculino, os convocados foram Alison/Bruno Schmidt, Emanuel/Pedro Solberg, Ricardo/Álvaro Filho e Evando/Vitor Felipe.

Juliana formou a parceria com Maria Elisa no ano passado. Mas a dupla jogou apenas algumas etapas do Circuito Banco do Brasil. Por isso ainda buscam um melhor entrosamento para encarar uma temporada bem mais complicada.

Técnico da Seleção feminina, Marcos Miranda disse que, por Juliana ser um ícone do vôlei de praia e uma grande jogadora, não pode ficar fora da equipe nacional:

– Eu convoco pela atleta que ela é. Mas, no ano passado, ela não se achou preparada para a mudança radical que ocorreu (criação da Seleção). Principalmente porque ela obteve sucesso com um esquema que montou em Fortaleza.

Brasil defende hegemonia no feminino

No Circuito Mundial 2014, o Brasil defende uma longe hegemonia no feminino. Desde 2002, quando as americanas Kerri Walsh e Misty May-Treanor ganharam o título, o país ocupa o topo do pódio.

Em 2003, Sandra Pires e Ana Paula venceram. No ano seguinte, Adriana Behar e Shelda foram as campeãs. Entre 2005 e 2007, Juliana e Larissa dominaram. Em 2008, Shelda e Ana Paula ganharam. De 2009 a 2012, novamente Juliana e Larissa ficaram com o troféu. E no ano passado foi a vez de Talita e Taiana ficarem com o título.

– Isso mostra que o Brasil sempre produziu muitas duplas boas. É tradição – afirmou Talita.

No masculino, o Brasil não vence desde 2011, quando Alison e Emanuel foram os campeões.


Bate-Bola:

Juliana
Jogadora de vôlei de praia, em entrevista ao LANCE!Net

Como é para você voltar a disputar o Circuito Mundial?
É um ambiente que eu conheço, mas vai ter a novidade de jogar com a Maria Elisa. É um desafio novo e isso me motiva bastante.

Já estão bem entrosadas?
Ainda vai demorar para uma conhecer a outra pelo olhar. Acredito que o Circuito Mundial vai dar um upgrade no nosso jogo.

Dos sete títulos do circuito, qual foi o mais marcante?
O primeiro foi inesquecível. E algo que me marcou foi ouvir de algumas pessoas que tinha sido sorte porque a Walsh e a May não jogaram. Engolimos aquilo e ganhamos no ano seguinte. Mostramos que era competência e trabalho. E em 2009 foi marcante pois eu voltara da lesão no joelho direito que me tirou da Olimpíada de Pequim.

Você esperava tanto sucesso?
Acho que só nossas mães acreditavam. As coisas foram acontecendo e agarramos as oportunidades.

O que explica a hegemonia no vôlei de praia feminino do Brasil?
Temos várias duplas fortes. Muitas vezes o título é disputado por mais de uma dupla brasileira.