icons.title signature.placeholder Verônica Souza
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16/07/2013
11:29

Uma semana após decretar o processo de intervenção no Bahia, o juiz Paulo Albiani determinou que seja realizada uma auditoria rigorosa, em caráter de urgência, no clube em conjunto com membros dos Ministérios Públicos Estadual e Federal. A decisão, tomada na última segunda-feira, indignou a defesa do ex-presidente Marcelo Guimarães Filho, destituído do cargo pela Justiça.

- Acredito que nem ele (Paulo Albiani) saiba o que significa essa auditoria rigorosa. Essa decisão é desproporcional e extrapola os poderes do interventor, que eu acredito ter sido nomeado ilegalmente. Pretendo derrubar essa decisão ainda nesta terça-feira, pois o processo está sendo conduzido de uma maneira muito obscura, e o juiz parece querer gerir o clube. As expectativas são as melhores para a resolução do caso. Posso garantir que virão surpresas por aí - declarou o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, responsável pela defesa de Guimarães Filho, em entrevista ao LANCE!Net.

A decisão do juiz determina que seja iniciado um processo de investigação sobre o sumiço de computadores, o que dificultou o primeiro processo de intervenção no clube, em março do ano passado, quando o mesmo Carlos Rátis assumiu o Esquadrão. Na ocasião, Marcelo Guimarães Filho reassumiu o posto três dias depois da decisão judicial e, por meio de uma rede social, ironizou a situação: "Ôoooo, o Tricolor voltou... O Tricolor voltou.... Ôoooo a CPU voltou, ôoooo." Mesmo um ano depois, MGF poderá responder pela declaração feita no Twitter.

Além da investigação, o despacho estabelece que todos os funcionários do Bahia colaborem com o Poder Judiciário durante todo o processo. Na última segunda, Carlos Rátis havia reclamado da ausência de funcionários da administração do clube. Segundo a decisão judicial, os que não colaborarem serão alvo de providências judiciais enérgicas, incluindo a força pública.

A reportagem do L!Net procurou o Tribunal de Justiça da Bahia, mas a instituição garantiu que a decisão do juiz já fala por sí própria e, neste caso, não há o que comentar, cabendo ao magistrado a interpretação que lhe for conveniente.

CONFIRA A DECISÃO JUDICIAL

"Determino que seja realizada auditoria rigorosa no Esporte Clube Bahia, mediante empresa de credibilidade, em caráter de extrema urgência. Registro que, durante a realização da auditoria, esta deverá ficar afeta à fiscalização dos representantes dos Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal. De conseguinte, expeçam-se ofícios aos seus respectivos representantes legais."

"Expeça-se ofício ao Ministério Público do Estado da Bahia, para que adote as providências reputadas necessárias, a fim de promover a persecução criminal, em relação a subtração do terminal de informática, quando do cumprimento da decisão interlocutória liminar antecipatória, prazo em que deverá seguir ao ofício documental que esteja jungida ao fato criminoso."

Uma semana após decretar o processo de intervenção no Bahia, o juiz Paulo Albiani determinou que seja realizada uma auditoria rigorosa, em caráter de urgência, no clube em conjunto com membros dos Ministérios Públicos Estadual e Federal. A decisão, tomada na última segunda-feira, indignou a defesa do ex-presidente Marcelo Guimarães Filho, destituído do cargo pela Justiça.

- Acredito que nem ele (Paulo Albiani) saiba o que significa essa auditoria rigorosa. Essa decisão é desproporcional e extrapola os poderes do interventor, que eu acredito ter sido nomeado ilegalmente. Pretendo derrubar essa decisão ainda nesta terça-feira, pois o processo está sendo conduzido de uma maneira muito obscura, e o juiz parece querer gerir o clube. As expectativas são as melhores para a resolução do caso. Posso garantir que virão surpresas por aí - declarou o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, responsável pela defesa de Guimarães Filho, em entrevista ao LANCE!Net.

A decisão do juiz determina que seja iniciado um processo de investigação sobre o sumiço de computadores, o que dificultou o primeiro processo de intervenção no clube, em março do ano passado, quando o mesmo Carlos Rátis assumiu o Esquadrão. Na ocasião, Marcelo Guimarães Filho reassumiu o posto três dias depois da decisão judicial e, por meio de uma rede social, ironizou a situação: "Ôoooo, o Tricolor voltou... O Tricolor voltou.... Ôoooo a CPU voltou, ôoooo." Mesmo um ano depois, MGF poderá responder pela declaração feita no Twitter.

Além da investigação, o despacho estabelece que todos os funcionários do Bahia colaborem com o Poder Judiciário durante todo o processo. Na última segunda, Carlos Rátis havia reclamado da ausência de funcionários da administração do clube. Segundo a decisão judicial, os que não colaborarem serão alvo de providências judiciais enérgicas, incluindo a força pública.

A reportagem do L!Net procurou o Tribunal de Justiça da Bahia, mas a instituição garantiu que a decisão do juiz já fala por sí própria e, neste caso, não há o que comentar, cabendo ao magistrado a interpretação que lhe for conveniente.

CONFIRA A DECISÃO JUDICIAL

"Determino que seja realizada auditoria rigorosa no Esporte Clube Bahia, mediante empresa de credibilidade, em caráter de extrema urgência. Registro que, durante a realização da auditoria, esta deverá ficar afeta à fiscalização dos representantes dos Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal. De conseguinte, expeçam-se ofícios aos seus respectivos representantes legais."

"Expeça-se ofício ao Ministério Público do Estado da Bahia, para que adote as providências reputadas necessárias, a fim de promover a persecução criminal, em relação a subtração do terminal de informática, quando do cumprimento da decisão interlocutória liminar antecipatória, prazo em que deverá seguir ao ofício documental que esteja jungida ao fato criminoso."