icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
28/11/2014
06:46

Os traços do rosto não deixam Lucas Perri mentir os 16 anos que tem. O 1,96m de altura, no entanto, dão a dimensão do tamanho que o jovem goleiro da base do São Paulo pode alcançar. Em apenas três anos de carreira, deixou Campinas para jogar em categorias superiores no Tricolor e até na Seleção Brasileira, sempre tendo Rogério Ceni como referência.

Perri tem total noção de que ainda precisa crescer muito na bola – e apenas alguns centímetros na altura. Quer fazer carreira no São Paulo e ser grange (gigante). Tem Ceni como ídolo, é claro, e guarda seus ensinamentos com carinho. Mas não quer ser Ceni. Quer ser Perri.

– É o maior ídolo da história e uma referência para todos. Mas é o Rogério e só vai existir um. Daqui sairão outros goleiros, de outro estilo, mesmo que ele possa influenciar – disse ao LANCE!Net.

Lucas deu os primeiros pulos com quatro anos, mergulhou na vida de goleiro aos 13 e, aos 15, deu um salto na carreira ao trocar a Ponte Preta pelo clube do coração. Veste até a camis o número dois, listrada e tricolor, quando possível nos jogos. Estilo tirado de Ceni, admite, bem como o esforço para aprender a jogar com os pés. Inclusive, já marcou até um gol.

– (Risos.) Fiz um gol de falta, bem de longe... Estava na Ponte, contra o Bahia, em Feira de Santana. Copa do Brasil sub-17. Não sabia o que tinha acontecido ou o que fazer. O goleiro ficou olhando, a bola quicou e encobriu. A decisão foi para os pênaltis e peguei o último – recorda.

Além do gol “sem querer”, leva de Ceni as memoráveis atuações de 2005 na Libertadores e no Mundial e conselhos recebidos em 2014.

– Perguntei se valia realmente a pena virar jogador e ele disse que sim, que é um investimento em você mesmo. Só dá certo pelo seu esforço, e errado pelo seu fracassso. Depende de você e da sua vontade – projeta o gigante de 16 anos.

Confira bate-bola com Lucas Perri, de 16 anos:

Sempre quis ser goleiro?
Sempre gostei mais de campo, um jogo mais pensado, você planeja as defesas. Tem que defender e jogar com os pés também. E ainda tenho dificuldade com os pés, mas tenho treinado bastante.

O que mais guardou das conversas com o Ceni em janeiro?
Ele interage bastante, conversa. Só vai existir um Ceni, mas espero conquistar o maior número possível de títulos e ter uma história boa aqui. A liderança e a vontade dele inspiram. Tem que trabalhar muito.

Você usa o 01 na camisa? Gosta das camisas dele?
Uso porque agora são todas assim na base, por causa da fornecedora. Mas sempre gostei muito das camisas dele. Hoje uso uma tricolor, como ele fez há alguns anos. Fica bonito.