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18/04/2014
20:44

A atitude da Portuguesa de deixar o gramado aos 17 minutos de jogo, na estreia do time na Série B do Campeonato Brasileiro, não agradou aos responsáveis pelo Joinville, adversário em questão. Segundo Roberto Pugliese Junior, gerente jurídico do clube de Santa Catarina, a briga jurídica da Lusa com a CBF deveria ser resolvido de outra maneira.

- Não há tempo exato que permita a Portuguesa voltar ao campo. É uma situação inusitada. Não há incidente que impeça a Portuguesa de jogar. Isso é o chamado abandono de campo, porque a Portuguesa está presente. Não é W.O. A Portuguesa tem que cumprir o papel dela de jogar a partida, e depois ir até outras instâncias, não uma palhaçada dessas. Temos conversado com a CBF e ela tem as razões dela para seguir o jogo e a competição. Isso não deve ser resolvido aqui, dessa forma - desabafou Pugliese.

O coro foi endossado pelo presidente do Joinville, que não mostrou nenhum pouco de otimismo em relação à situação da Lusa. De acordo com ele, esta nova liminar também será cassada e o time de São Paulo se prejudicará ainda mais.

- É uma pena, porque a Portuguesa vai sair prejudicada. Falamos para jogar, porque a equipe é simpática, tem uma diretoria nova, com muitas dificuldades e várias liminares foram cassadas. O foro legal é o do Rio de Janeiro, já direcionando para instância superior. A liminar vai ser cassada e a Portuguesa vai se prejudicar ainda mais - disse Nereu Martinelli, presidente do Joinville.

A liminar favorável à Lusa foi obtida em ação movida pelo torcedor Renato de Britto de Azevedo e omitida pela 3ª Vara Cível de São Paulo. Ela obriga a devolução dos pontos perdidos pela Lusa no Campeonato Brasileiro do ano passado, pela escalação irregular do meia Héverton, o que temporariamente coloca o clube de volta à Série A e rebaixa o Fluminense.

Por conta da liminar, apresentada nesta sexta-feira aos 17 minutos de jogo, a Lusa resolveu deixar a partida, que estava empatada por 0 a 0.