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05/11/2014
03:15

Assim que terminou a partida com a vitória por 2 a 1 sobre o Sampaio Corrêa, em São Luís, vários jogadores do Joinville desabaram no gramado. Alguns chorando, outros sorrindo,  muitos rezando. Passada a emoção, em segundos  uma grande alegria tomava conta da delegação do JEC.

- Uh é Série A, gritavam todos  no centro do campo. Logo em seguida, os jogadores, a comissão técnica e o superintendente de futebol César Sampaio  se ajoelharam e rezaram um pai nosso, puxado por Bruno Aguiar.

- Estamos de parabéns, pois lutamos muito – gritava o zagueiro, um dos líderes do elenco.

Depois da oração, hora da comemoração. Muito festejado,  o treinador Hemerson Maria era jogado para cima várias vezes, e quando a imprensa o cercou, ele nem falava do jogo, só agradecia, ao melhor estilo de ator vencedor de Oscar.

- Quero agradecer meus pais, meus avós, o finado Osório..... E a cada abraço de algum jogador ou dirigente, dava uma parada, para seguir a lista de agradecimentos...- quero lembrar o Avaí, que me deu a primeira oportunidade como técnico, o Figueirense e....- mais uma vez acabava cortado.

- Geral está me ligando, o telefone não para de tocar, exclamava  Cesar Sampaio em meio a única barulheira que existia no Castelão, que naquela altura já nem tinha torcedor, pois a torcida do Sampaio saiu frustada com a derrota que praticamente limou a pequena chance de acesso e a  do Joinville se resumia a uma dezena.  “explode coração, na maior felicidade é lindo meu Joinville...” cantavam os jogadores ao ritmo do samba mais famoso da história do Salgueiro e que levou a escola ao título do Carnaval carioca de 1993.

O zagueiro Guti, um dos mais serenos jogadores do time catarinense lembrou que o acesso foi uma luta para um time que não tinha a confiança de muitos. E que a batalha ainda não acabou:

- Nosso grupo foi muito questionado, mas na hora que criticaram conseguimos mais força. Graças a Deus fomos abençoados. Após a vitória sobre o Avaí, demos um grande passo, mas faltava garantir a classificação.  Felizmente, aqui em São Luís, conseguimos nosso objetivo principal no ano, que foi o acesso.  O primeiro passo nós demos.  Agora vamos a um novo objetivo, que é o título.

Encerrada a festa, foi hora de o Joinville correr. Nada de entrevista coletiva, banho bem rapidinho, a janta virou um lanchinho, pois o grupo seguiu correndo para o aeroporto pegar o voo de volta. Desta vez para uma viagem mais curta do que aquela de 12 horas na ida. Mas ainda assim com direito a uma escala e desembarque em Curitiba para pegar o ônibus rumo a Joinville, com chegada prevista para 11h desta quarta-feira.

Tudo com uma certeza: no pórtico de entrada da cidade, o grupo de heróis da classificação será recebido por milhares de torcedores e dali sairá uma carreata rumo ao Centro.  Com isso, o fim da manhã desta quarta-feira promete ter um Carnaval fora de época, para festejar um  sonho que demorou 28 anos até ser realizado.

- A gente se entusiasma em fazer a alegria de uma cidade. Isso é para ela. Fomos vice do Catarinense, depois caímos precocemente na Copa do Brasil, mas agora ela terá uma festa. E vamos comemorar muito. E depois, pensar no titulo da Série B – disse Bruno Aguiar.

- Quero agradecer essa torcida maravilhosa, que nos apoia. Sei que eles estão muito felizes e vão fazer uma festa linda – disse o treinador Hemerson.

A festa pelo acesso para a Série A do Joinville  está longe de acabar. E Santa Catarina, que hoje tem quatro times na elite, vê mais um representante chegar ao topo da pirâmide da bola brazuca.