icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci
04/02/2015
23:56

O ditado diz que jogo bom passa rápido. Pois o duelo entre Mogi Mirim e Santos, nesta quarta-feira, pela segunda rodada do Paulistão, pareceu ter 90 horas e não minutos. O duelo contou com componentes essenciais para um jogo desinteressante: pouco público, gramado ruim, excessivas paralisações por faltas e péssima qualidade técnica. Pelo menos ninguém pode reclamar de injustiça, já que nenhum outro placar poderia ser mais condizente do que o 0 a 0 no Romildão.

Os santistas argumentarão que melhoraram no segundo tempo e criaram mais chances. Pode até ser verdade, mas um time que cria sua primeira chance aos sete minutos do segundo tempo não pode reclamar de má sorte. O mesmo vale para os donos da casa, que, talvez ofuscados pelo novo sistema de iluminação do estádio, pouco produziram.

As escalações foram as mesmas da estreia, quando ambos venceram, mas o resultado e o desempenho foram bem abaixo do apresentado no último fim de semana. Com o resultado, o Sapão viu o São Paulo disparar na ponta do Grupo A, enquanto o Santos manteve a liderança do Grupo D, com um ponto a mais que o Bragantino.

Capitão do Santos, Robinho teve atuação sem brilho (Foto: Célio Messias)

Quem tirou um cochilo, se atrasou ou mesmo preferiu espiar outra partida na TV durante o primeiro tempo de Mogi e Santos não perdeu nada. As emissoras de TV sofreram para editar o clipe de melhores momentos. Com o gramado alto, o Peixe não conseguiu impor seu jogo veloz. O ritmo ficou ainda mais prejudicado pela atuação abaixo da média de Lucas Lima e a ineficiência de Thiago Ribeiro, perdido e mal posicionado em alguns momentos. A equipe, inclusive, cresceu com a entrada de Ricardo Oliveira no segundo. O camisa 9 puxou a marcação, fez Robinho crescer na ponta esquerda e quase marcou em chute de primeira após cruzamento.

Elano e o estreante Marquinhos Gabriel até tentaram dar fôlego novo no fim da partida, mas o Alvinegro não demonstrou forças. As raras boas jogadas foram mal concluídas, como a que Robinho produziu dentro da área, após chapelar dois marcadores.

Para deixar esse relato um pouco menos pessimista e crítico, uma ressalva positiva: as duas equipes terminam a segunda rodada sem nenhum gol sofrido. Neste jogo, especificamente, muito mais por demérito dos ataques, do que virtudes da marcação.

O Santos volta a campo no próximo domingo, contra o Red Bull, como mandante, mas não na Vila Belmiro e sim em São José do Rio Preto. Já o Mogi Mirim recebe o Bragantino, no sábado.


Local: Estádio Romildão, em Mogi Mirim (SP)
Data/Hora: 4 de fevereiro de 2015, às 22h
Árbitro: Leonardo Ferreira Lima
Assistentes: Alex Alexandrino e Osvaldo Apipe de Medeiros Filho
Público e renda: Não disponíveis
Cartões amarelos: Thiago Ribeiro, Alison, Geuvânio

MOGI MIRIM: Daniel; Valdir (Thomas Anderson, 38'/2ºT), Fabio, Wagner e Leonardo; Magal, Hygor (Romário, 40/2ºT), Edson Ratinho e Vitinho; Magrão e Geovane (Éverton, 31'/2ºT). Técnico: Claudinho Batista.

SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Chiquinho; Alison, Renato e Lucas Lima (Elano, 30'/2ºT); Geuvânio (Marquinhos Gabriel, 40/2ºT), Thiago Ribeiro (Ricardo Oliveira, 14'/2ºT) e Robinho. Técnico: Enderson Moreira.