icons.title signature.placeholder Felipe Mendes
30/04/2014
17:53

O anúncio do fim do patrocínio da Amil ao time de Campinas, na terça-feira, deixou as jogadoras de ranking sete na Superliga mais preocupadas. Isto porque elas podem ficar sem equipe para jogar no Brasil e serem obrigadas a procurar opções no exterior. Na próxima edição do torneio, os times só poderão ter duas atletas nível sete.

– Com a pontuação, as jogadoras, que fazem o espetáculo, não escolhem onde jogar. Os clubes que decidem – desabafou Jaqueline, que ainda não definiu seu futuro, durante o treinamento da Seleção Brasileira, em Saquarema (RJ).

No Twitter, a ponteira e outras sete jogadoras ranqueadas com a pontuação máxima sete criaram uma campanha pedindo o fim do ranking. Além de Jaqueline, estão nesta situação a levantadora Dani Lins, as centrais Thaísa e Fabiana, as ponteiras Natália e Fernanda Garay e as opostos Sheilla e Tandara.

- A saída de uma grande equipe complica ainda mais a vida de nós jogadoras de sete pontos, já que somos limitadas a somente duas por equipe. Queremos uma votação que pense um pouco também nas atletas. Ter ranking pode ser válido, acho que ninguém aceitaria não ter. Mas do jeito que está, com esta restrição, está muito ruim. A gente fica sem poder de negociação, não tem espaço para todas. Acho que pode ter um limite de pontuação por equipe, mas não restringir o número de atletas sete pontos. Não temos times para pagar estas oito atletas. Os clubes têm que pensar nisso - disse Thaísa, por meio de sua assessoria de imprensa.

Em conversa com a reportagem do LANCE!Net após o treino da Seleção em Saquarema, o técnico José Roberto Guimarães informou que, na reunião da Superliga Feminina, foi o único técnico a votar pelo término do ranqueamento. No encontro, ele estava como treinador da Seleção. Paulo Coco, que assumiria o Vôlei Amil no lugar de Zé, votou pela manutenção do ranking.

- Tem técnicos e dirigentes que preferem que tenha o ranqueamento, mas eu sou contra pois não acho ideal - disse o treinador.