icons.title signature.placeholder Alexandre Braz, Thiago Henrique e Vinícius Perazzini
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13/07/2013
09:47

O fechamento do Engenhão rendeu ao Botafogo um prejuízo aos cofres do clube. Salários começaram a ficar atrasados e jogadores foram vendidos para sanar as dívidas. Em entrevista ao LANCE!Net, o goleiro, capitão e um dos expoentes do grupo, Jefferson disse que quando o grupo está em campo, esquece os problemas e pensa apenas em jogar.

- Quando entramos no campo para treinar ou jogar, esquecemos de salário atrasado, de problema com a família, de tudo. Há muito profissionalismo, pois cobramos da diretoria, que nos cobra também. Não adianta levar o problema para si e ter ressentimentos. No Botafogo, não existe a política do corpo 'mole'. Com sinceridade, eu nunca vi um profissionalismo igual aos dos jogadores que estão aqui - disse.

E MAIS:

>Aos poucos, Jefferson adquire confiança de Felipão
>Jefferson se inpira em goleiros ídolos
>Jefferson, hoje, não pensa em sair do Bota

No Botafogo, um dos obstáculos para superar são os salários atrasados. Até que ponto essa questão afeta a vida de um jogador?

É difícil. Nós, jogadores, temos a carreira muito curta. Quando se toca no assunto financeiro, às vezes falam que o jogador é mercenário, mas sabemos que lá pelos 35 anos acabou. Então, temos que nos programar, planejar nossa vida. Além disso, os jogadores mais experientes, eu e Bolívar, vemos as dificuldades dos garotos que estão subindo agora e tentamos ajudar, vemos o que podemos fazer por eles.

Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas por você durante a época da chegada, em 2003?

No Cruzeiro, onde fui criado na base, as questões de salário, material e escola eram muito boas. Já o Botafogo vivia outra realidade, não tinha dinheiro nem para pagar conta d'água. Ali fui vendo a realidade do futebol brasileiro. Mas conseguimos nos superar e sair da série B.

Qual é o peso de ser o capitão?

Meu jeito não mudou muito. Sempre fui essa pessoa que cobra e fala. Sou meio quieto em certos momentos, mas dentro de campo acabo cobrando muito mais. Porém, sei que a faixa de capitão não te dá o luxo de poder falar mais alto que os companheiros e criticar o outro. O capitão precisa ter sempre os pés no chão e manter a seriedade em ação.

O fechamento do Engenhão rendeu ao Botafogo um prejuízo aos cofres do clube. Salários começaram a ficar atrasados e jogadores foram vendidos para sanar as dívidas. Em entrevista ao LANCE!Net, o goleiro, capitão e um dos expoentes do grupo, Jefferson disse que quando o grupo está em campo, esquece os problemas e pensa apenas em jogar.

- Quando entramos no campo para treinar ou jogar, esquecemos de salário atrasado, de problema com a família, de tudo. Há muito profissionalismo, pois cobramos da diretoria, que nos cobra também. Não adianta levar o problema para si e ter ressentimentos. No Botafogo, não existe a política do corpo 'mole'. Com sinceridade, eu nunca vi um profissionalismo igual aos dos jogadores que estão aqui - disse.

E MAIS:

>Aos poucos, Jefferson adquire confiança de Felipão
>Jefferson se inpira em goleiros ídolos
>Jefferson, hoje, não pensa em sair do Bota

No Botafogo, um dos obstáculos para superar são os salários atrasados. Até que ponto essa questão afeta a vida de um jogador?

É difícil. Nós, jogadores, temos a carreira muito curta. Quando se toca no assunto financeiro, às vezes falam que o jogador é mercenário, mas sabemos que lá pelos 35 anos acabou. Então, temos que nos programar, planejar nossa vida. Além disso, os jogadores mais experientes, eu e Bolívar, vemos as dificuldades dos garotos que estão subindo agora e tentamos ajudar, vemos o que podemos fazer por eles.

Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas por você durante a época da chegada, em 2003?

No Cruzeiro, onde fui criado na base, as questões de salário, material e escola eram muito boas. Já o Botafogo vivia outra realidade, não tinha dinheiro nem para pagar conta d'água. Ali fui vendo a realidade do futebol brasileiro. Mas conseguimos nos superar e sair da série B.

Qual é o peso de ser o capitão?

Meu jeito não mudou muito. Sempre fui essa pessoa que cobra e fala. Sou meio quieto em certos momentos, mas dentro de campo acabo cobrando muito mais. Porém, sei que a faixa de capitão não te dá o luxo de poder falar mais alto que os companheiros e criticar o outro. O capitão precisa ter sempre os pés no chão e manter a seriedade em ação.